Um repasse de R$ 3 milhões do diretório nacional do MDB mudou o patamar financeiro da campanha de Orleans Brandão ao governo do Maranhão. O candidato, que até o início da semana havia declarado pouco mais de R$ 100 mil, agora acumula R$ 3,1 milhões e se aproxima de Felipe Camarão (PT) no ranking de arrecadação.
A distância entre os dois caiu para R$ 403,7 mil. Camarão dispõe de R$ 3,5 milhões, enquanto Eduardo Braide (PSD) permanece bem à frente dos adversários, com R$ 7,5 milhões — mais que o dobro do total recebido por cada um dos dois concorrentes.
Os dados constam do DivulgaCandContas, sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral, consultado neste domingo (6).
O dinheiro destinado a Orleans saiu do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundo Eleitoral. A transferência foi feita por Pix no dia 2 de setembro e comunicada à Justiça Eleitoral no dia seguinte.
Antes da entrada desses recursos, a campanha do emedebista contabilizava R$ 100,1 mil, provenientes de dez doações de pessoas físicas. Agora, o repasse partidário representa quase 97% de toda a arrecadação do candidato.
O Fundo Eleitoral também sustenta praticamente todo o caixa dos outros dois principais concorrentes. Dos R$ 7,5 milhões declarados por Braide, R$ 7,5 milhões foram repassados pela direção nacional do PSD. Outros R$ 36,9 mil correspondem a doações estimáveis, como bens ou serviços fornecidos à campanha.
Camarão recebeu R$ 3,46 milhões da direção nacional do PT. O restante é formado por R$ 20 mil aplicados pelo próprio candidato e R$ 15 mil doados por pessoas físicas.
Os números mostram que, até agora, a capacidade financeira das principais campanhas depende quase inteiramente dos valores distribuídos pelas direções nacionais dos partidos. Braide já recebeu o equivalente a 65% do limite de R$ 11,5 milhões permitido para o primeiro turno. Camarão alcançou 30% do teto, e Orleans, 27%.
Bem atrás dos três primeiros, Roberto Rocha (PRTB) declarou R$ 453,5 mil. André Luís (Missão) aparece com R$ 103,8 mil; Saulo Arcangeli (PSTU), com R$ 16 mil; e Reginaldo Lima (PCB), com R$ 5 mil. Dimas Cassimiro (PCO) ainda não informou receitas.
O retrato financeiro das campanhas deverá ficar mais completo na próxima semana. Candidatos e partidos têm de apresentar, entre os dias 9 e 13 de setembro, a primeira prestação parcial de contas, incluindo as receitas e despesas realizadas até o dia 8.
Por Rafael Dantas.
