Campanha de Braide já arrecadou R$ 7,5 milhões; Orleans declarou R$ 100 mil

Por Maria Clara Monteiro | 03/09/2026

O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) já arrecadou R$ 7,5 milhões para a campanha ao governo do Maranhão. O valor é mais que o dobro dos R$ 3,5 milhões declarados por Felipe Camarão (PT). Orleans Brandão (MDB), por sua vez, registra até agora R$ 100,1 mil em receitas.

Os números constam da base oficial de receitas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), gerada em 2 de setembro, e mostram uma diferença expressiva entre os recursos já contabilizados pelas três principais candidaturas.

A maior parte do dinheiro recebido por Braide veio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundo Eleitoral. A direção nacional do PSD transferiu R$ 7,5 milhões ao candidato em dois repasses feitos no dia 28 de agosto: um de R$ 4 milhões e outro de R$ 3,5 milhões.

Outros R$ 36,9 mil aparecem como doações estimáveis de pessoas físicas, levando a receita total da campanha a R$ 7.536.900.

O montante já corresponde a cerca de 65% do limite de gastos estabelecido pela Justiça Eleitoral para uma candidatura ao governo do Maranhão no primeiro turno. O teto é de R$ 11.562.724.

Felipe Camarão soma R$ 3.503.817,20 em receitas. Desse total, R$ 3.468.817,20 foram repassados pela direção nacional do PT por meio do Fundo Eleitoral.

A campanha do petista também registra R$ 20 mil em recursos próprios e R$ 15 mil em doações de pessoas físicas. O total equivale a aproximadamente 30% do limite de gastos permitido para o primeiro turno.

Já Orleans Brandão aparece, até a atualização consultada, com R$ 100.100 arrecadados. Todo o valor veio de doações de pessoas físicas. A base do TSE ainda não registrava repasses do Fundo Eleitoral para a campanha do candidato do MDB.

O montante declarado por Orleans corresponde a menos de 1% do teto de gastos estabelecido para a eleição ao governo.

A diferença entre as campanhas, porém, retrata apenas o estágio atual das prestações de contas. Partidos ainda podem realizar novos repasses, e candidatos continuam recebendo e declarando recursos durante o período eleitoral.

Entre os demais concorrentes ao Palácio dos Leões, André Luís (Missão) havia registrado R$ 103,8 mil em receitas, Saulo Arcangeli (PSTU), R$ 16 mil, e Reginaldo Lima (PCB), R$ 5 mil. Roberto Rocha (PRTB) não apresentava receita registrada no arquivo consultado.

O Fundo Eleitoral é abastecido com recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas. Em 2026, o montante nacional disponível chega a aproximadamente R$ 4,96 bilhões, distribuídos aos partidos, que definem como os valores serão destinados às candidaturas.

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Maria Clara Monteiro

Redatora, editora de vídeo e social media.

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