O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) confirmou, neste sábado (7), o vazamento de dados pessoais de servidores e ex-servidores após um incidente de segurança cibernética em seus sistemas. Entre as informações expostas estão CPFs, documentos de identidade, endereços, dados bancários, matrículas funcionais e informações relacionadas ao acesso aos sistemas.
Segundo o comunicado oficial, o incidente foi identificado em 13 de outubro, quando o Tribunal iniciou as medidas de investigação. A apuração confirmou que arquivos contendo bases de dados foram transferidos para fora do ambiente comprometido. A exposição envolve informações relacionadas a registros de 2010.
Apesar de ter identificado o problema em outubro, o TJ-MA só divulgou o comunicado público neste sábado, 7 de novembro, 25 dias depois. O Tribunal não informou quantas pessoas tiveram os dados comprometidos.
O incidente envolveu um ambiente utilizado pelos sistemas SISRH, SCO, E-POP e E-SIG, ligados à administração de pessoal e à gestão administrativa do Judiciário maranhense. Além dos dados já mencionados, foram expostas informações como datas de nascimento, telefones, e-mails, filiação e números de PIS/Pasep.
O TJ-MA informou que adotou medidas para conter o incidente, incluindo o isolamento do servidor comprometido, a preservação de evidências e a investigação dos registros do ambiente. A instituição também comunicou o caso às autoridades policiais e à empresa responsável pelo desenvolvimento e manutenção dos sistemas.
Segundo o Tribunal, os servidores e ex-servidores identificados como atingidos estão sendo notificados diretamente. A instituição também determinou a revisão das condições de segurança e a correção das vulnerabilidades encontradas.
A exposição de documentos pessoais e informações bancárias pode facilitar tentativas de fraude e golpes contra os servidores. O próprio TJ-MA recomendou atenção a mensagens, ligações e e-mails suspeitos que solicitem senhas, dados bancários, transferências ou pagamentos.
Por Rafael Dantas.
