Prometida para ficar pronta em 12 meses, a reforma de quase R$ 14 milhões do Parque Aquático do Complexo do Canhoteiro, em São Luís, foi paralisada em fevereiro de 2026 com apenas 17,77% dos serviços executados. As informações constam de uma decisão administrativa da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel), publicada no Diário Oficial de 29 de outubro.
O governo de Carlos Brandão (MDB) contratou a obra em novembro de 2024 para recuperar as instalações do parque aquático. A empresa responsável pela reforma é a Coimbra Alves Construções, que interrompeu os trabalhos em 6 de fevereiro de 2026.
Segundo o documento, a construtora atribuiu a paralisação ao atraso no pagamento da terceira medição dos serviços. O valor pendente foi quitado pelo governo somente em 10 de julho, mais de cinco meses depois do início da interrupção.
A empresa também informou que o pagamento dependia da análise de documentos pela Caixa Econômica Federal. Ao examinar o caso, a Sedel considerou a pendência no pagamento uma circunstância atenuante e decidiu aplicar uma advertência à construtora.
O secretário Celso Adriano Costa Dias registrou que não foram identificados indícios de fraude, abandono deliberado da obra ou prejuízo financeiro quantificado aos cofres públicos.
O contrato original estabelecia um prazo de 18 meses para a execução dos serviços. Em fevereiro de 2025, porém, Brandão e o então ministro do Esporte, André Fufuca, anunciaram a retomada das obras, com previsão de conclusão em 12 meses.
Na ocasião, o Ministério do Esporte informou que a parceria previa investimentos de R$ 17 milhões. O projeto inclui a recuperação da piscina olímpica, da piscina de saltos, das arquibancadas e de outras instalações. O parque aquático já aguardava havia cerca de dez anos pela retomada das obras.
A decisão publicada pela Sedel não esclarece se os trabalhos foram retomados depois de julho nem informa quando foi registrado o percentual de 17,77% de execução.
O Observador Maranhense procurou o governo do Maranhão para esclarecer a situação atual da obra, o percentual de execução, os valores já pagos à construtora e a nova previsão de entrega. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.
