Sem votação, MP que facilitava atuação de mototaxistas perde validade; comissão era presidida por Weverton

A Medida Provisória 1.360/2026, que flexibilizava regras para mototaxistas, motoboys e profissionais de motofrete, perdeu a validade na terça-feira (15) sem ser votada pelo Congresso Nacional. A comissão mista responsável pela análise da proposta era presidida pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA).

A comissão chegou a se reunir no início de setembro para analisar o relatório do deputado Alfredinho (PT-SP), mas não houve acordo para votação. Sem aprovação no colegiado, a MP não avançou para os plenários da Câmara e do Senado antes do fim do prazo.

Entre as mudanças, a medida retirava a idade mínima de 21 anos e a obrigatoriedade de curso especializado para o exercício das atividades. Também acabava com a exigência de pelo menos dois anos de habilitação, passando a exigir habilitação na categoria A ou autorização para conduzir ciclomotores.

No caso do motofrete, a MP também retirava a exigência de autorização estadual, o registro da motocicleta na categoria aluguel e a inspeção semestral dos equipamentos obrigatórios e de segurança.

Weverton havia sido eleito presidente da comissão em 12 de agosto. Com o fim da MP, voltam a valer as regras anteriores. O Congresso ainda deverá decidir como ficam as situações ocorridas enquanto a medida estava em vigor.

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Sobre o autor

Maria Clara Monteiro

Redatora, editora de vídeo e social media.

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