Mesmo condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, o deputado federal Pastor Gil (PL) quer disputar a reeleição à Câmara dos Deputados. O nome do parlamentar foi incluído na nominata aprovada pelo partido durante convenção realizada na terça-feira (28), em São Luís, mas a participação dele na eleição ainda dependerá do registro da candidatura pela Justiça Eleitoral.
Pastor Gil foi condenado pela Primeira Turma do STF a cinco anos e seis meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 100 dias-multa. A decisão é de março deste ano.
Segundo o Ministério Público Federal, o deputado participou da cobrança de R$ 1,6 milhão em propina em troca da liberação de R$ 6,6 milhões em emendas destinadas à Saúde de São José de Ribamar.
A condenação ainda não provocou a suspensão dos direitos políticos de Pastor Gil, efeito que depende do trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso. O parlamentar continua exercendo o mandato na Câmara dos Deputados.
A situação eleitoral, porém, é diferente. A Lei da Ficha Limpa prevê a inelegibilidade de condenados por órgão judicial colegiado por crimes contra a administração pública, mesmo antes do encerramento definitivo do processo.
O pedido de registro ainda será analisado pela Justiça Eleitoral, que decidirá se a condenação impede Pastor Gil de concorrer à reeleição.
Josimar Maranhãozinho (PL), condenado no mesmo processo a seis anos e cinco meses de prisão por corrupção passiva e apontado pela Procuradoria-Geral da República como líder do esquema, não acredita na possibilidade de disputar a reeleição.
Como mostrou o Observador Maranhense, Josimar prepara uma sucessão familiar para preservar o poder político do grupo. A estratégia passa pelas candidaturas da esposa, Detinha, e do filho, Josimar Júnior, à Assembleia Legislativa, além dos sobrinhos Fabiana Vilar e Aldir Júnior à Câmara dos Deputados.
