Alvo da Operação Afluente, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (25), o deputado federal licenciado Josimar Maranhãozinho (PL-MA) tenta manter influência política no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa do Maranhão por meio da candidatura de familiares em 2026.
A estratégia do grupo passa pela eleição da esposa, Detinha, e do filho, Josimar Júnior, para a Assembleia Legislativa. Na disputa pela Câmara dos Deputados, os nomes preparados são os dos sobrinhos Fabiana Vilar, atualmente deputada estadual, e Aldir Júnior, vereador de São Luís.
Josimar está fora da disputa eleitoral após ser condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em março deste ano, a 6 anos e 5 meses de prisão, em regime semiaberto, por corrupção passiva, em uma ação que apurou irregularidades na destinação de emendas parlamentares. A condenação, tomada por órgão colegiado, afeta diretamente a situação eleitoral do deputado e tornou a sucessão familiar uma saída para preservar espaço político.
Presidente estadual do PL no Maranhão, Josimar construiu uma das maiores estruturas partidárias do estado nos últimos anos. Conhecido como “Moral da BR”, ele passou a comandar um grupo com presença em prefeituras, câmaras municipais, bases eleitorais no interior e mandatos proporcionais.
A Operação Afluente atingiu esse núcleo em um momento de reorganização para 2026. A investigação da Polícia Federal apura a suposta atuação de uma organização criminosa em crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares federais operacionalizadas por meio da Codevasf.
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal e cumpridos no Maranhão, no Distrito Federal e em Goiás. Ao todo, a PF cumpre 18 mandados de busca e apreensão.
Entre os bens apreendidos na operação está um helicóptero que vinha sendo associado ao grupo político de Josimar e utilizado em deslocamentos ligados à pré-campanha de Aldir Júnior.
