A investigação da Polícia Federal que levou o deputado federal licenciado Josimar Maranhãozinho (PL-MA) a ser alvo da Operação Afluente tem origem em uma apuração iniciada em 2022, após a prisão do empresário Eduardo José Barros Costa, conhecido como Eduardo DP.
Naquele ano, a PF deflagrou a Operação Odoacro, que investigava suspeitas de desvio de recursos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Eduardo DP foi preso, e os agentes apreenderam mais de R$ 1 milhão em espécie.
Durante a operação, a Polícia Federal também apreendeu o celular do empresário. No aparelho, segundo a investigação, foram encontradas conversas envolvendo Josimar Maranhãozinho e tratativas relacionadas à liberação de emendas parlamentares.
A partir desse material, o parlamentar passou a ser investigado. As apurações avançaram até a Operação Afluente, deflagrada nesta quinta-feira (25), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF cumpre 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados do Maranhão e de Goiás. A investigação apura a suspeita de atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados para desviar recursos de emendas parlamentares federais.
De acordo com a Polícia Federal, os recursos teriam sido operacionalizados por meio da Codevasf e direcionados à contratação de empresas supostamente ligadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado.
Josimar Maranhãozinho já havia sido condenado pelo STF, em março deste ano, em uma ação que também apurou irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
Na denúncia apresentada naquele caso, a Procuradoria-Geral da República sustentou que o deputado coordenava a destinação dos recursos, acompanhava a liberação dos valores, monitorava planilhas de pagamento e fazia cobranças relacionadas à execução das emendas.
Da investigação iniciada em 2022 também surgiram apurações contra outro parlamentar maranhense, o deputado federal Juscelino Filho (PSD-MA), já denunciado pela Procuradoria-Geral da República por suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares.
