De volta à Câmara Municipal de São Luís na sessão desta terça-feira (16), o vereador Beto Castro (Avante) evitou comentar a Operação Benedictio, deflagrada pelo Gaeco na manhã de segunda-feira (15), que levou à sua prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A operação apura um suposto esquema de desvio de mais de R$ 9 milhões em emendas parlamentares que deveriam ser destinadas a projetos sociais em São Luís. Beto Castro foi um dos alvos das medidas cumpridas pelo Gaeco durante a ação.
No cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa do vereador, os agentes encontraram a arma de uso restrito e também localizaram R$ 700 mil em dinheiro vivo. Beto obteve liberdade provisória ainda na segunda, por decisão da Justiça, mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Na sessão desta terça, Beto Castro não tratou do assunto. Na única manifestação feita em plenário, limitou-se a falar sobre a audiência pública para discutir a Lei de Zoneamento, que estava marcada para segunda-feira, mas precisou ser adiada em razão da prisão do vereador. Como Beto Castro presidiria a audiência, o debate não pôde ser realizado.
Castro cobrou que a audiência seja realizada o quanto antes, para que a Lei de Zoneamento possa ser votada sem novos adiamentos. O presidente da Câmara, Paulo Victor (PSB), lembrou que a audiência só foi adiada por causa dos “eventos de ontem” e de uma “situação delicada que precisava ser resolvida”, em referência à prisão do parlamentar. Segundo ele, a pauta ficará para a próxima segunda-feira (22), às 10h.
