Brandão nega envolvimento no Caso Tech Office e diz ser alvo de perseguição

Por Rafael Dantas | 14/08/2026

O governador Carlos Brandão (MDB) reagiu nesta sexta-feira (14) às suspeitas levantadas pela Polícia Federal no Caso Tech Office, tornadas públicas após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de decisões da investigação.

Em publicação nas redes sociais, Brandão negou envolvimento nos fatos, afirmou ser alvo de perseguição e fez uma referência indireta a Dino, relator do caso no STF.

“Falsas acusações não cabem a quem não tem culpa. Vê-se a reedição do roteiro de um assassinato e muitas outras inverdades sendo propagadas contra mim”, escreveu.

Em um dos trechos reproduzidos na decisão de Dino, a Polícia Federal aponta Brandão como “provável líder da organização criminosa ora investigada”. A PF relaciona o homicídio de João Bosco Sobrinho Pereira de Oliveira, ocorrido em São Luís em 2022, a um suposto esquema de corrupção envolvendo pagamentos feitos pelo governo do Maranhão e também apura possíveis tentativas de obstrução das investigações.

Brandão afirmou que a perseguição contra ele teria começado em 2024, quando, segundo o governador, rejeitou “propostas indecorosas”.

“Essa perseguição tem origem em 2024, quando rechacei propostas indecorosas. Não há sigilo nesses perseguidores para inventarem tantos absurdos”, declarou.

Na sequência, questionou a atuação de quem participa do julgamento do caso.

“Devia haver impedimento de julgar quem é tratado como adversário. Tenho confiança de que a verdade prevalecerá”, afirmou.

Embora não tenha citado Flávio Dino nominalmente, a declaração faz referência indireta ao ministro, ex-governador do Maranhão e atual relator das investigações no STF.

Leia a íntegra da manifestação de Carlos Brandão

“Falsas acusações não cabem a quem não tem culpa. Vê-se a reedição do roteiro de um assassinato e muitas outras inverdades sendo propagadas contra mim.

Essa perseguição tem origem em 2024, quando rechacei propostas indecorosas. Não há sigilo nesses perseguidores para inventarem tantos absurdos. Devia haver impedimento de julgar quem é tratado como adversário. Tenho confiança de que a verdade prevalecerá.”

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Sobre o autor

Rafael Dantas

Redator e colunista do O Observador Maranhense.

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