O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), afirmou nesta segunda-feira (23), em publicação nas redes sociais, que o imóvel citado na investigação que embasa o pedido de seu afastamento foi comprado com recursos próprios e está declarado no Imposto de Renda.
Segundo ele, o imóvel não custou R$ 4,7 milhões, como apontado na petição assinada pelo procurador-geral de Justiça Danilo de Castro, mas R$ 2,8 milhões. A compra, diz Camarão, foi feita diretamente com a construtora e o pagamento ocorre de forma parcelada.
Camarão também declarou que os valores relacionados ao imóvel foram informados à Receita Federal tanto por ele quanto pela construtora.
Na publicação, o vice-governador afirmou ainda que possui renda compatível com a aquisição do bem, mencionando sua trajetória profissional de mais de 25 anos e o fato de sua esposa ser advogada e médica, também com atividade remunerada.
“Aos 24 anos ja tinha sido assessor de desembargador e ja era procurador federal concursado e professor. Em mais de 25 anos trabalhando, não é possível que eu não tenha renda DECLARADA para adquirir um imóvel parcelado na planta para morar com minha família”, disse Camarão.
Ele classificou como falsas as informações divulgadas sobre o imóvel e afirmou que as acusações “carecem da mínima checagem” e têm “intuito eleitoreiro”.
O procurador-geral de Justiça Danilo de Castro pediu o afastamento imediato do vice-governador, em caráter liminar, por suposta ligação com um esquema de lavagem de dinheiro, movimentações milionárias atípicas e crimes contra a administração pública.
Em nota divulgada na mesma publicação, a assessoria do vice-governador afirmou que o imóvel foi adquirido por Felipe Camarão “por suas próprias expensas” e que todas as despesas e bens são compatíveis com sua trajetória profissional.
Veja a nota de esclarecimento na íntegra:
Nota de esclarecimento
As informações contidas na matéria e na denúncia são falsas e carecem da mínima checagem. A assessoria informa que o referido imóvel foi comprado por Felipe Camarão por suas próprias expensas e declarado em seu Imposto de Renda.
Os valores do imóvel que constam na matéria não correspondem a realidade, e estão devidamente declarados junto à Receita Federal. O imóvel não custou R$ 4,7 milhões. Ele foi negociado junto a construtora por R$ 2,8 milhões e está sendo pago parceladamente. A falta de checagem deste mínimo fato mostra a falta de idoneidade das acusações e o seu intuito eleitoreiro.
Reforçamos ainda que todas as despesas e bens do vice-governador são totalmente compatíveis a sua longa trajetória profissional, de mais de 25 anos prestados no meio jurídico público e privado.
