O advogado Diogo Cabral desafiou o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA) a participar de um debate sobre a criação da Reserva Extrativista (Resex) Tauá-Mirim, na região de São Luís. A manifestação ocorreu após o parlamentar afirmar que a medida poderia provocar a perda de 50 mil empregos no Maranhão.
Em discurso na Câmara dos Deputados, no dia 13 de maio, Pedro Lucas criticou a proposta e afirmou que a reserva “poderá acabar com 50 mil empregos no Estado do Maranhão”.
O deputado também alegou que quatro das cinco associações comunitárias da região são contrárias à criação da reserva e recorreram à Justiça por não terem sido ouvidas. Segundo ele, a medida poderia comprometer atividades do Complexo Portuário do Maranhão e da Zona de Processamento de Exportação (ZPE).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Diogo Cabral contestou as declarações do parlamentar e afirmou que elas não possuem fundamento técnico ou científico.
“As alegações do deputado são alegações mentirosas, sem fundamento técnico, sem fundamento científico”, declarou.
O advogado defendeu a criação da reserva como forma de proteger o meio ambiente e as comunidades tradicionais que vivem na região, cuja economia, segundo ele, é baseada principalmente na pesca e no extrativismo.
Cabral também propôs que o debate seja realizado com a participação de especialistas e representantes das comunidades envolvidas.
“Faço aqui um desafio para um debate técnico-político acerca da Resex Tauá-Mirim e aguardo o seu posicionamento para que possamos, de maneira civilizada e ancorado em verdades científicas, debater”, afirmou.
Procurado pelo Observador Maranhense, Pedro Lucas Fernandes ainda não respondeu aos questionamentos sobre as acusações e o desafio feito pelo advogado. O espaço segue aberto para manifestação.
