Douglas Pinto quer afastar Paulo Victor da presidência da Câmara de São Luís

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O vereador Douglas Pinto (PSD) pediu apoio dos demais parlamentares para solicitar o afastamento imediato de Paulo Victor (PSB) da presidência da Câmara Municipal de São Luís. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele acusou a atual gestão de irregularidades administrativas e atrasos no pagamento de servidores.

Segundo Douglas, parte dos funcionários da Câmara ficou sem receber salário no Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro. Ele também afirmou que alguns trabalhadores ainda não receberam o 13º salário de 2025.

O vereador denunciou ainda que a Câmara estaria descontando contribuições ao INSS dos salários dos funcionários sem repassar os valores à Previdência Social. Segundo ele, a situação tem impedido servidores de conseguir aposentadorias, afastamentos e outros benefícios previdenciários.

Douglas também questionou a falta de transparência sobre a utilização dos cerca de R$ 15 milhões mensais destinados à Câmara e apontou supostas irregularidades na nomeação e exoneração de funcionários.

“É por essas e outras razões que eu peço o apoio dos demais colegas vereadores para que a gente, junto com a população, possa pedir o afastamento imediato de Paulo Vítor da presidência da Câmara Municipal de São Luís”, afirmou.

Apesar da manifestação, o afastamento enfrenta obstáculos regimentais e políticos. De acordo com o artigo 22 do Regimento Interno, a destituição do presidente depende de um processo com direito à ampla defesa e da aprovação de pelo menos 21 dos 31 vereadores.

Além da necessidade de reunir essa maioria, o pedido ocorre quando a Câmara já definiu seu próximo presidente. Beto Castro (Avante), aliado de Paulo Victor e candidato apoiado por ele na disputa pela sucessão, foi eleito em 1º de outubro, com 21 votos, para comandar a Casa no biênio 2027-2028. Douglas integrou o grupo de dez vereadores que não participou da votação. A posse de Beto está prevista para 4 de janeiro.

Com a mudança de comando a pouco mais de dois meses de distância e a necessidade de aprovação por ampla maioria dos vereadores, é pouco provável que o afastamento se concretize antes da sucessão. A eventual saída de Paulo Victor, porém, não impediria a apuração das irregularidades denunciadas por Douglas.

O Observador Maranhense procurou Paulo Victor para comentar as acusações, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

Por Rafael Dantas.

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