A Associação Comercial do Maranhão (ACM) reagiu à circulação de listas de boicote a empresas cujos proprietários teriam apoiado Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente da entidade, Antônio Gaspar, criticou a iniciativa e defendeu que empresários não sejam alvo de retaliações por suas preferências políticas.
As listas passaram a circular nas redes sociais após o segundo turno da eleição, realizado no domingo (25), identificando estabelecimentos comerciais de acordo com o posicionamento eleitoral atribuído a seus sócios ou administradores.
Gaspar afirmou que a liberdade de expressão política é um direito garantido pela Constituição e deve ser respeitada, independentemente do candidato apoiado.
“As pessoas precisam ter a liberdade para poderem se expressar em suas redes sem medo de retaliações e sem medo de serem alvos de críticas exacerbadas, especialmente motivadas por questões políticas”, declarou.
O presidente da ACM defendeu que a escolha dos estabelecimentos comerciais deve considerar a qualidade dos produtos, do atendimento e dos serviços prestados, e não a preferência eleitoral dos proprietários.
“Nós não precisamos polarizar tanto assim as nossas relações, nós precisamos sim pacificar o país e entender que por trás de cada negócio há pais e mães de família, pessoas que dependem do seu trabalho”, afirmou.
Gaspar também ressaltou que as empresas desempenham uma função social ao gerar empregos, renda e tributos. Ao final da manifestação, pediu que os consumidores não transfiram as disputas eleitorais para suas decisões de compra.
“Peço a todos que escolham os negócios onde irão consumir com base no atendimento e com base em fatores que não sejam motivados por aspectos políticos”, concluiu.
