Secretário afastado após ameaçar eleitores de Lula diz que áudios eram “brincadeira”

Daniel Moraes
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O sargento da Polícia Militar Antônio James Mota da Silva, afastado da Secretaria Municipal de Segurança Pública de Barra do Corda após a divulgação de áudios com ameaças a eleitores de Lula (PT), afirmou nesta sexta-feira (23) que suas declarações foram uma brincadeira entre amigos militares. Em entrevista ao UOL, ele reconheceu ter exagerado no tom das mensagens, mas alegou que suas falas foram distorcidas.

“Foi uma brincadeira”, afirmou o policial, que disse ter ultrapassado os limites nas conversas. “Há o excesso nas brincadeiras, eu tenho que reconhecer isso.”

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Segundo James Mota, os áudios foram enviados a um grupo de WhatsApp formado por sargentos da Polícia Militar de diferentes regiões do Maranhão, com integrantes de esquerda e de direita que costumavam trocar provocações políticas.

O policial também alegou que, ao incentivar prisões, referia-se exclusivamente a pessoas que estivessem cometendo crimes eleitorais, e não a eleitores por suas preferências partidárias.

Nas gravações que provocaram seu afastamento, porém, James Mota afirma que petistas são inimigos da polícia e incentiva prisões como forma de intimidação. “O primeiro que nós prender na cidade ou no povoado, sai a história, eles vão ficar com medo”, diz em um dos áudios.

Após a repercussão, o prefeito Rigo Teles afastou o sargento da Secretaria de Segurança Pública de Barra do Corda até o encerramento das eleições. O governador Carlos Brandão também determinou seu afastamento e uma investigação sobre as declarações.

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral para pedir a apuração das ameaças.

James Mota afirmou ainda que estava no Rio de Janeiro e que não havia recebido comunicação oficial sobre seu afastamento até o momento da entrevista.

Ouça os áudios:

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Sobre o autor

Daniel Moraes

Jornalista, fundador e editor-chefe do jornal digital O Observador Maranhense. Atuou nos principais jornais do Maranhão e tem textos publicados na Folha de S. Paulo, Estadão, Poder 360, Correio Braziliense e Congresso em Foco.

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