A HD Empreendimentos, empresa que venceu a licitação de R$ 158 milhões para kits de merenda escolar questionada pelo TCU no Maranhão, também teve pagamentos suspensos em um contrato de R$ 98,4 milhões firmado com a Secretaria de Educação do Distrito Federal.
A suspensão ocorreu em maio, depois que a pasta tomou conhecimento de uma suposta relação pessoal entre a servidora responsável por fiscalizar o contrato e Idinaldo Cardoso da Silva, sócio-administrador e representante da HD.
O contrato, assinado em novembro de 2025, prevê o fornecimento de utensílios para alimentação escolar. Poucos dias depois, a servidora Luana Vanessa Duarte foi designada fiscal titular do acordo.
Em maio deste ano, veio a público a informação sobre a suposta relação entre Luana e Idinaldo. A Secretaria de Educação afirmou, na época, que não havia registro formal da situação nos autos administrativos. Em 16 de maio, a servidora pediu dispensa da função de fiscal do contrato e, na mesma data, solicitou exoneração do cargo de gerente da Gerência de Monitoramento da Alimentação Escolar.
Dois dias depois, a secretaria suspendeu cautelarmente os pagamentos à HD e determinou auditoria e análise técnica da execução do contrato. A pasta informou ainda que o caso seria encaminhado à Corregedoria para apuração.
Naquele momento, segundo a própria secretaria, a empresa havia entregado 150 mil kits a 461 escolas. Desses, 125 mil já tinham sido pagos, num total de R$ 27,1 milhões. Outros 25 mil aguardavam análise para eventual pagamento.
Novas contratações suspensas no Maranhão
A HD é a mesma empresa que venceu a licitação para fornecimento de kits de merenda escolar ao governo do Maranhão.
No caso maranhense, o TCU apontou indícios de tratamento desigual entre as empresas participantes e possível favorecimento da vencedora. A HD havia ficado em quinto lugar na disputa, mas venceu após a desclassificação das quatro concorrentes com propostas mais baixas.
A Seduc já assinou contrato de R$ 88,2 milhões com a empresa. Diante dos indícios, o TCU suspendeu novas adesões e novas contratações com recursos federais ligadas à ata.
Procurado, o governo do Maranhão não respondeu. O espaço permanece aberto para manifestação.
