Dino denuncia ameaças de morte: “Deveria ser o primeiro a ser fuzilado”

Coluna do Observador
COLUNA Coluna do Observador A Coluna do Observador cobre os bastidores da política e do poder no Maranhão, com foco em informações exclusivas. Publicada semanalmente, tem como titular a jornalista Lígia Teixeira, profissional com mais de 20 anos de experiência na cobertura política. A Coluna do Observador cobre os bastidores da política e do poder no Maranhão, com foco em informações exclusivas. Publicada semanalmente, tem como titular a jornalista Lígia Teixeira, profissional com mais de 20 anos de experiência na cobertura política.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), denunciou nesta sexta-feira (9) ameaças de morte contra ele e outros integrantes da Corte. Em publicação no Instagram, o magistrado divulgou trechos de um relatório elaborado pela segurança do tribunal, que identificou milhares de mensagens com ameaças de assassinato e agressões.

Leia também

Após eleição para o Senado, Lahesio ameaça Flávio Dino: “Estou indo atrás de você”

Uma das publicações afirma que Dino deveria ser o “primeiro a ser fuzilado”, sob a alegação de que teria proibido o acesso às armas. Outra defende uma invasão ao STF e ameaça os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, sugerindo que suas cabeças sejam expostas em praça pública.

As mensagens foram identificadas pela Secretaria de Polícia Judicial do Supremo em publicações na rede social X. Parte delas circulou após o primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4). O relatório também registra ameaças relacionadas à atuação de Dino em processos envolvendo emendas parlamentares.

O ministro atribuiu as ameaças à circulação de informações falsas. “O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”, escreveu.

Dino afirmou que as intimidações não terão influência sobre suas decisões judiciais. “Nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, declarou, acrescentando que nunca respondeu a um processo criminal em 37 anos de serviço público.

O magistrado também defendeu que eventuais discordâncias de decisões judiciais sejam resolvidas por meio de recursos, e não de ameaças contra os responsáveis pelos julgamentos.

“Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, afirmou.

Até o momento, o STF não divulgou a íntegra do relatório por razões de segurança. Também não há informação confirmada sobre a identificação dos autores das ameaças ou eventuais medidas judiciais contra eles.

Avatar photo
Sobre o autor

Coluna do Observador

A Coluna do Observador cobre os bastidores da política e do poder no Maranhão, com foco em informações exclusivas. Publicada semanalmente, tem como titular a jornalista Lígia Teixeira, profissional com mais de 20 anos de experiência na cobertura política.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários