Ciente de que a polarização nacional não contribui em nada para a sua candidatura ao governo do Maranhão, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) mantém a estratégia de não declarar apoio a nenhum presidenciável.
Questionado sobre o assunto nesta sexta-feira (18), em entrevista à TV Mirante, Braide saiu pela tangente. “Eu serei governador para unir o Maranhão. Enquanto alguns olham nas ruas um eleitor do Lula, um eleitor do Bolsonaro, um eleitor do [Ronaldo] Caiado, um eleitor do Augusto Cury, eu enxergo um maranhense”, disse.
Braide também disse que quer deixar o eleitor escolher. “Eu quero que o povo maranhense tenha liberdade de escolher o candidato a presidente que ele entende que seja o mais preparado para cuidar do nosso Brasil”, afirmou.
Apesar de evitar o assunto, dois dos três integrantes da chapa majoritária montada por Braide são bolsonaristas declarados: sua vice, Elaine Carneiro, e Lahesio Bonfim (Novo), candidato ao Senado. O deputado André Fufuca (PP), que completa a chapa ao Senado, pediu votos para Bolsonaro em 2022, quando era líder do PP na Câmara. No ano seguinte, após a derrota do então presidente, Fufuca atravessou a Esplanada para assumir o Ministério do Esporte no governo Lula (PT).
