O senador Weverton Rocha (PDT) faz da proximidade com o presidente Lula (PT) um dos principais motes da sua campanha à reeleição. Seja em materiais da TV, seja na internet, Lula é uma figura inevitável para Weverton.
“Vote em quem nunca abandonou o Lula”, diz o senador em uma peça publicada neste sábado (19).
A lealdade ao presidente, no entanto, não impede Weverton de nutrir bons sentimentos pelo principal adversário do petista nas eleições de 2026.
Reportagem da revista Piauí mostra que Weverton mantinha um grupo de WhatsApp com Flávio Bolsonaro, o advogado Willer Tomaz e as respectivas esposas para compartilhar registros de um safári realizado na África do Sul em 2025.
A Polícia Federal chegou à conversa depois de apreender o celular de Weverton, no fim do ano passado, durante uma fase da Operação Sem Desconto, que apura o esquema de descontos associativos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. No grupo, foram compartilhadas dezenas de fotografias da viagem, incluindo uma em que Weverton aparece ao lado de Flávio, Willer e do empresário Carlos Alberto de Sá.
Weverton é investigado no inquérito sobre as fraudes do INSS. Willer também é apontado como investigado, embora negue essa condição. Os dois já foram alvo de buscas da PF.
Procurado, Weverton disse que Willer é seu “compadre e amigo há muitos anos” e que os dois já fizeram várias viagens juntos em família. Willer afirmou que as viagens tiveram caráter privado, foram custeadas com recursos próprios, decorreram de sua amizade de longa data com Flávio Bolsonaro e não têm relação com função pública, contratos ou interesses de terceiros.
