Uma apuração interna do Ministério Público Federal (MPF) concluiu que a servidora Alina Franco Boueres de Araújo, cujo login funcional foi usado para acessar processos sigilosos de interesse do banqueiro Daniel Vorcaro, foi vítima de phishing, golpe digital usado para obter senhas e outros dados de acesso por meio de mensagens ou páginas falsas. A informação foi confirmada com exclusividade ao jornal O Observador Maranhense nesta sexta-feira (11).
Segundo o MPF, a Polícia Federal informou o órgão ainda em 2025 sobre o possível uso indevido de credenciais de servidores por investigados no Caso Master. A partir disso, o Ministério Público realizou uma apuração interna para esclarecer o ocorrido. No caso de Alina, a conclusão foi de que a servidora teve as credenciais obtidas por meio de phishing.
O MPF informou ainda que tomou as providências necessárias para bloquear os acessos indevidos e evitar novos ataques. O órgão não detalhou quais medidas foram adotadas.
A conclusão esclarece uma das principais dúvidas levantadas pela própria Polícia Federal nos relatórios do Caso Master que tiveram o sigilo retirado nesta quinta-feira (10).
Nos documentos, a PF apontou que o usuário funcional de Alina havia sido utilizado de forma recorrente para consultar procedimentos sigilosos em diferentes estados. Os investigadores buscavam esclarecer se a conta havia sido invadida ou se as credenciais tinham sido repassadas voluntariamente.
Entre os procedimentos consultados estavam investigações sobre o próprio Vorcaro e outros empresários. Documentos obtidos com o login da servidora, lotada no 7º Ofício da Procuradoria da República no Maranhão, chegaram a integrantes da chamada “turma” de Vorcaro, grupo que, segundo a investigação, monitorava desafetos do banqueiro.
