O PL já destinou R$ 17,5 milhões do Fundo Eleitoral a 13 candidatos a deputado federal no Maranhão. O volume é o maior entre todos os partidos na disputa pela Câmara e revela uma distribuição concentrada em um grupo de candidaturas consideradas prioritárias pela legenda.
Os dados constam da base oficial de receitas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultada em 2 de setembro. Até aquela atualização, nove candidatos do PL haviam recebido exatamente R$ 1,5 milhão cada da direção nacional do partido.
Estão nesse grupo Mariana Carvalho, Paulo Marinho Jr., Dr. Orlando, Silvio Antônio, Luciano Galego, Aldir Júnior, Flávia Berthier, Wolmer Araújo e Rosângela Vidal.
Somente essas nove transferências representam R$ 13,5 milhões em recursos públicos destinados à chapa do PL para a Câmara.
Outros quatro candidatos também receberam valores do Fundo Eleitoral. Francisco Mello teve R$ 1,4 milhão repassado pela direção nacional; Mary Janne e Eduardo Andrade, R$ 1 milhão cada; e Nonato Sampaio, R$ 600 mil.
Com isso, os repasses do Fundo Eleitoral feitos pelo PL às candidaturas a deputado federal no Maranhão somavam exatamente R$ 17,5 milhões na base consultada.
O volume coloca o partido com larga vantagem sobre as demais legendas na distribuição desses recursos. O Republicanos aparecia em segundo lugar, com cerca de R$ 7,28 milhões destinados a candidatos à Câmara, seguido pelo União Brasil, com R$ 7,12 milhões, e pelo PT, com R$ 6,04 milhões.
Naquela atualização, candidatos a deputado federal no Maranhão já haviam declarado aproximadamente R$ 73,09 milhões provenientes do Fundo Eleitoral. O PL, sozinho, respondia por cerca de 24% desse total — praticamente um de cada quatro reais registrados.
A estratégia do partido também chama atenção pela quantidade de candidaturas abastecidas com valores elevados. Enquanto outras legendas fizeram aportes maiores em poucos nomes, o PL colocou nove candidatos no mesmo patamar de R$ 1,5 milhão.
O maior repasse individual do Fundo Eleitoral registrado entre todos os candidatos a deputado federal do Maranhão, porém, não pertence ao PL. Amanda Gentil (PP) recebeu R$ 2,9 milhões da direção nacional de seu partido. Rubens Jr. (PT) aparece em seguida, com R$ 1,8 milhão do FEFC.
Além dos R$ 17,5 milhões do Fundo Eleitoral, há candidatos do PL com recursos de outras origens. Fabiana Vilar, por exemplo, registrava R$ 100 mil provenientes do Fundo Partidário. Henrique César Ferreira de Melo Lima Júnior tinha R$ 10 mil em doação de pessoa física.
Os valores representam um retrato parcial das prestações de contas. Os partidos ainda podem realizar novos repasses durante a campanha, e as candidaturas devem comunicar à Justiça Eleitoral as receitas recebidas.
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) é composto por recursos públicos destinados ao custeio das campanhas eleitorais. Em 2026, o fundo dispõe nacionalmente de aproximadamente R$ 4,96 bilhões, distribuídos aos partidos, que definem os critérios internos para repassar o dinheiro às candidaturas.
