O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou material de campanha em apoio a três candidatos ao Senado no Maranhão que estão distribuídos em palanques adversários: Eliziane Gama (PT), Weverton Rocha (PDT) e André Fufuca (PP).
Eliziane tenta a reeleição na chapa de Felipe Camarão (PT), candidato de Lula ao governo do Maranhão. Weverton disputa um novo mandato ao lado de Orleans Brandão (MDB), enquanto Fufuca concorre na chapa de Eduardo Braide (PSD).
A estratégia cria um cenário diferente entre as duas disputas majoritárias no estado. Para o Palácio dos Leões, Lula está com Camarão. Para o Senado, porém, o presidente decidiu não restringir seu apoio ao palanque petista e contemplou aliados que seguiram caminhos diferentes na eleição estadual.
Eliziane foi a primeira dos três a gravar com Lula nesta fase da campanha. O encontro ocorreu em Brasília, no dia 13 de agosto. Durante a gravação, o presidente ressaltou a proximidade com a senadora, que deixou o PSD e se filiou ao PT neste ano para disputar a reeleição.
No dia seguinte, foi a vez de Weverton. O senador esteve com Lula para uma sessão de fotos e vídeos destinados à campanha. A relação entre os dois já vinha sendo publicamente reforçada pelo PDT e pelo próprio governo federal.
O caso de Fufuca tem uma particularidade. Ex-ministro do Esporte de Lula, o deputado rompeu com o grupo do governador Carlos Brandão e levou sua candidatura ao Senado para a chapa de Braide. Mesmo depois da mudança, manteve sua ligação política com o presidente. Na convenção que oficializou a chapa de Braide, Fufuca fez questão de agradecer publicamente a Lula e reafirmar sua gratidão ao petista.
A aproximação vem de antes. Ainda como ministro, Fufuca enfrentou a direção nacional do PP ao permanecer no governo e declarou que votaria em Lula em 2026.
Com os três apoios, Lula passa a ter sua imagem associada a candidaturas ao Senado presentes nos principais campos da eleição maranhense. O movimento também reforça o caráter mais amplo das alianças do presidente na disputa pela Casa, considerada estratégica para a sustentação de um eventual novo mandato no Palácio do Planalto.
