O empresário Marcus Brandão, irmão do governador Carlos Brandão (MDB), é apontado por Gilbson Cutrim Júnior, condenado pelo homicídio no Caso Tech Office, como o responsável pelos pagamentos que teriam sido feitos para comprar o silêncio dele e de sua família.
Segundo Gilbson, ele atuava como operador de um suposto esquema de corrupção envolvendo pagamentos do governo do Maranhão. O grupo procurava empresas que tinham valores a receber de gestões anteriores, especialmente créditos acima de R$ 5 milhões, e intermediava a liberação desses pagamentos. Depois que o dinheiro era pago pelo governo, parte dos valores retornaria em forma de propina e seria distribuída entre integrantes do grupo.
Segundo a defesa de Gilbson, teria sido oferecido inicialmente o pagamento de R$ 30 mil por mês para que ele permanecesse em silêncio sobre o que sabia e, especialmente, sobre a participação de Daniel Brandão na reunião que terminou com a morte do empresário João Bosco. A família, porém, teria passado a receber R$ 15 mil mensais.
Ainda de acordo com a defesa, o dinheiro era entregue em espécie ao pai de Gilbson por um homem identificado como Erick, apontado como motorista de Marcus Brandão.
Em uma das entregas, a família teria fotografado o carro usado para levar o dinheiro e também registrado uma etiqueta do Banco do Brasil que acompanhava um dos maços de cédulas. O material foi entregue à Polícia Federal e pode ajudar os investigadores a rastrear a origem dos valores.
Os pagamentos fazem parte da investigação sobre uma possível tentativa de manter Gilbson e sua família em silêncio após o assassinato do empresário João Bosco, em 2022, no edifício Tech Office, em São Luís.
Procurado pela coluna, Marcus Brandão não respondeu. O espaço segue aberto e a matéria será atualizada caso ele se manifeste.
