Orleans rebate investigação da Polícia Federal: “Inverdades ditas por um assassino confesso”

Por Maria Clara Monteiro | 20/08/2026

Orleans Brandão (MDB) saiu em defesa da família nesta quarta-feira (19) ao comentar, pela primeira vez, a investigação da Polícia Federal sobre o Caso Tech Office. Em entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Cidade, o candidato ao governo do Maranhão classificou como “inverdades” as acusações feitas por Gilbson Cutrim Júnior, assassino do empresário João Bosco.

“Minha família é uma família honrada. Minha família é uma família que está há mais de 60 anos no setor privado, mais de 35 anos na vida pública. Não tivemos sequer qualquer caso de corrupção ou qualquer problema com a Justiça”, afirmou.

Orleans relacionou a divulgação das acusações ao período eleitoral e questionou a credibilidade de Gilbson.

“Agora, no ano eleitoral, começam a aparecer inverdades. Inverdades ditas por um assassino investigado pela polícia. Um assassino confesso. E a gente está muito indignado, é claro, toda a família”, declarou.

Trechos do depoimento de Gilbson à Polícia Federal foram reproduzidos na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento de Daniel Brandão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

No depoimento, Gilbson afirma que atuava como operador de um suposto esquema de corrupção envolvendo pagamentos do governo do Maranhão e relata ter entregue valores para integrantes do grupo, inclusive dentro do Palácio dos Leões. Ele também afirmou que Daniel Brandão convocou a reunião no Tech Office que terminou com o assassinato de João Bosco.

Orleans disse que, apesar da repercussão das investigações, seguirá normalmente com a campanha e afirmou que a situação estaria ocorrendo porque seu grupo político decidiu não “ceder”.

“Isso está acontecendo porque nós não cedemos. Nós escolhemos lutar. Eu escolhi lutar”, disse.

O candidato também citou a decisão de Carlos Brandão de permanecer no governo, em vez de deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado.

“O governador Brandão tinha uma eleição quase certa para o Senado Federal, mas escolheu ficar na cadeira. Escolheu seguir avançando pelo Estado do Maranhão”, afirmou.

Orleans encerrou dizendo que continuará percorrendo os municípios durante a campanha e que pretende buscar uma “grande vitória” para dar continuidade ao atual projeto político no estado.

Carlos Brandão e Daniel Brandão negam envolvimento com o assassinato de João Bosco e com o esquema investigado pela Polícia Federal. O governador também afirma que as acusações são falsas e que é vítima de perseguição política.

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Maria Clara Monteiro

Redatora, editora de vídeo e social media.

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