O governador Carlos Brandão (MDB) se pronunciou na tarde deste sábado (15) sobre as suspeitas da Polícia Federal que o apontam como “provável líder” da organização criminosa investigada no âmbito do Caso Tech Office.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Brandão negou qualquer envolvimento e disse ter recebido “com indignação” a afirmação de que seria chefe de uma organização criminosa.
“Isso é inadmissível. São mais de 35 anos de vida pública, exercendo os mais diversos cargos. Nesse tempo todo, nunca respondi a nenhum processo”, afirmou.
Brandão relacionou o surgimento das acusações ao rompimento político com o ex-governador Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Embora não tenha citado Dino nominalmente, afirmou que passou a ser alvo de acusações e ações judiciais somente depois do “distanciamento político entre dois grupos do Maranhão”.
“Foi só depois do distanciamento político entre dois grupos do Maranhão que passei a ser alvo de acusações e ações judiciais”, declarou.
O governador também afirmou que sua trajetória pessoal e política estaria sendo atingida pelas suspeitas.
“Tudo o que construí na vida, a minha trajetória, a minha família, o meu patrimônio, foi construído com muito trabalho. Não aceito que queiram jogar a minha história na lama”, disse.
Brandão diz que defesa não teve acesso integral ao inquérito
Brandão afirmou ainda que seus advogados continuam sem acesso à íntegra dos autos.
“Destaco que a minha defesa continua não tendo acesso à integralidade dos autos no inquérito. Mesmo assim, relativamente foram publicizadas três decisões”, afirmou.
O governador destacou também que, segundo ele, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a permanência do caso no Supremo.
“Destas, me chamou a atenção o fato de que a própria Procuradoria-Geral da República se manifestou no sentido de que este caso não deve ser conduzido pelo Supremo Tribunal Federal”, declarou.
As decisões tornadas públicas por Dino revelaram que a PF aponta Brandão como “provável líder da organização criminosa ora investigada”. A investigação relaciona o Caso Tech Office a suspeitas de corrupção envolvendo pagamentos públicos e também apura possíveis atos de obstrução das investigações.
Brandão encerrou o pronunciamento dizendo que está sereno e confiante de que “a verdade vai prevalecer”. O governador também citou sua aprovação popular e afirmou que continuará concentrado na administração estadual.
“Tenho serenidade de que a verdade vai prevalecer. Inclusive, enquanto governador, tenho mais de 70% de aprovação. Por isso, sigo focado no que sempre fiz ao longo de toda a minha vida pública, trabalhando muito pelo povo do Maranhão.”
