O senador eleito André Fufuca (PP-MA) decidiu manter apoio ao presidente Lula (PT) no segundo turno mesmo depois de a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, fechar questão em apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão da federação foi tomada por unanimidade nesta terça-feira (6), durante reunião das duas legendas. Em nota assinada pelos presidentes Ciro Nogueira, do PP, e Antonio Rueda, do União Brasil, o grupo formalizou apoio ao candidato do PL na disputa marcada para 25 de outubro.
Fufuca, porém, já havia deixado claro que seguiria em campo oposto. Na segunda-feira (5), um dia após ser eleito para o Senado, afirmou em entrevista à Mirante News que votará novamente em Lula no segundo turno.
“Eu sou eleitor do presidente Lula, voto com ele, votarei com ele”, disse. Na mesma entrevista, Fufuca afirmou que não mudaria de posição por causa do resultado das urnas.
Com a decisão nacional, Fufuca passa a contrariar formalmente a orientação da federação da qual seu partido faz parte. A nota divulgada nesta terça não cita o senador eleito nem informa se haverá punição para filiados que decidirem apoiar Lula.
A divergência repete um embate que Fufuca já enfrentou com a direção nacional do PP no ano passado. Em 2025, depois de o partido decidir desembarcar do governo Lula e determinar a saída de seus filiados da administração federal, ele resistiu à ordem e permaneceu no Ministério do Esporte.
Como consequência, Fufuca foi afastado da vice-presidência nacional do PP, retirado das decisões partidárias e perdeu o comando da legenda no Maranhão. A punição ocorreu após ele reafirmar apoio à reeleição de Lula.
Mesmo após deixar o ministério e disputar o Senado, Fufuca manteve a aliança política com o presidente. Agora, recém-eleito para um mandato de oito anos, volta a se colocar em posição diferente da direção nacional do PP no segundo turno presidencial.
