O candidato ao governo Roberto Rocha (PRTB) até que tentou, mas os bordões e frases de efeito direcionados ao “eleitor de direita” do Maranhão não mudaram seu patamar nas pesquisas ao longo da campanha. O ex-senador, que teve apenas 64.446 votos (2,05%) na última vez em que disputou o Palácio dos Leões, em 2018, caminha para um desempenho ainda pior em 2026, se forem confirmados nas urnas os números da última pesquisa Quaest. No levantamento, divulgado neste sábado (3), Rocha apareceu com 2% dos votos válidos.
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Neste domingo (4), depois de registrar seu voto, Roberto Rocha usou as redes sociais para reclamar de “traição” e lamentar o fato de não ter disputado o Senado, seu objetivo inicial na eleição.
“Para mim, hoje deveria ser um dia de alegria e comemoração. Infelizmente, é um dia de indignação e revolta. Depois de mais de 30 anos dedicados à boa política, dói chegar a este momento carregando o peso de uma traição de quem caminhava ao meu lado. O que mais dói é ter sido impedido de disputar eleição de SENADOR e deixar que o povo decidisse”, escreveu.
Rocha havia se filiado ao Novo no início do ano para disputar o Senado na chapa então liderada por Lahesio Bonfim. O arranjo começou a ruir quando Lahesio desistiu da corrida ao governo e também passou a mirar uma vaga de senador. Depois, o Novo fechou apoio a Eduardo Braide (PSD), que anunciou Lahesio como um dos candidatos ao Senado de sua chapa, deixando Rocha fora da composição.
A saída encontrada por Roberto Rocha para continuar na eleição foi o PRTB. Após perder espaço no Novo, ele revelou que também havia buscado filiação ao partido ainda em abril e conseguiu na Justiça o reconhecimento do vínculo. Primeiro, anunciou que manteria a candidatura ao Senado. Semanas depois, porém, acabou oficializado pelo PRTB como candidato ao governo do Maranhão.
