Roberto Rocha tentou barrar divulgação da Quaest que o mostrou com 3% das intenções de voto

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O candidato ao governo do Maranhão Roberto Rocha (PRTB) tentou impedir na Justiça a divulgação da pesquisa Quaest publicada na última sexta-feira (25), que o mostrou com 3% das intenções de voto. Rocha e o PRTB pediram a suspensão integral do levantamento, mas a Justiça Eleitoral rejeitou a maior parte dos argumentos apresentados.

A representação foi apresentada contra a Quaest e a TV Mirante, responsável pela contratação da pesquisa. Roberto Rocha e o PRTB apontaram supostas irregularidades na elaboração do questionário, na definição dos cenários eleitorais, no registro das perguntas sobre a disputa presidencial e nas informações sobre o pagamento do levantamento.

A juíza Manuella Viana dos Santos Faria Ribeiro, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), entendeu que as alegações não justificavam suspender toda a pesquisa e acolheu apenas um dos questionamentos.

Em uma das perguntas de primeiro turno, a Quaest apresentou um cenário sem Roberto Rocha e Dimas Cassimiro (PCO). No caso de Roberto, a Justiça considerou irregular a exclusão porque o candidato permanecia sub judice e, pelas regras eleitorais, ainda deveria constar da lista apresentada aos entrevistados.

Por isso, a Justiça proibiu apenas a divulgação do resultado dessa pergunta específica e fixou multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Os demais resultados foram liberados.

Justiça rejeitou outros argumentos

Roberto Rocha também questionou os cenários de segundo turno, alegando que a pesquisa não apresentou todas as combinações possíveis entre os candidatos.

A Justiça, porém, entendeu que os institutos não são obrigados a testar todas as combinações e afirmou que, naquele momento, não havia elementos suficientes para apontar manipulação na escolha dos cenários. A Quaest informou que adotou como critério a competitividade dos candidatos.

O PRTB e Rocha também apontaram problemas nas informações sobre quem pagou a pesquisa e nas notas fiscais apresentadas. A juíza reconheceu que o campo destinado ao pagante estava sem preenchimento, mas considerou que os demais documentos permitiam identificar a TV Mirante como contratante e responsável pelo pagamento. Por isso, também rejeitou o pedido de suspensão com base nesse ponto.

A pesquisa Quaest ouviu 900 eleitores entre os dias 21 e 24 de setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. No cenário estimulado para o governo, Eduardo Braide (PSD) apareceu com 46%, Orleans Brandão (MDB) com 27%, Felipe Camarão (PT) com 10% e Roberto Rocha com 3%. O levantamento está registrado sob o número MA-07074/2026.

Por Rafael Dantas.

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