MP apura falta de professores e dificuldades em aulas práticas no curso de Medicina da Uema

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) abriu uma fiscalização sobre o curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), em São Luís, após receber denúncias sobre a quantidade de professores concursados e a formação prática oferecida aos estudantes.

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Educação realizou, nesta quinta-feira (24), uma inspeção no Centro de Ciências da Saúde da universidade. Segundo o MP-MA, as reclamações apontam número insuficiente de docentes concursados e dificuldades para que alunos das turmas mais avançadas tenham acesso a hospitais públicos administrados pelo Estado para atividades práticas.

A fiscalização foi conduzida pela promotora de Justiça Maria Luciane Lisboa Belo. Durante a visita, foram inspecionados laboratórios de anatomia humana, morfofuncionais, de habilidades médicas e de simulação realística, além das salas de aula.

A estrutura física encontrada não foi apontada como problema. Segundo a promotora, o prédio está em boas condições, mas a apuração também busca verificar questões relacionadas às condições materiais do curso e, principalmente, ao aprendizado prático dos estudantes.

O curso de Medicina da Uema em São Luís começou a funcionar em setembro de 2024. Atualmente, a turma mais avançada está no quinto semestre.

A universidade chegou a realizar concurso público para professores do curso antes do início das aulas e, em 2026, também abriu processo seletivo para contratação de professores substitutos. As denúncias recebidas pelo Ministério Público, no entanto, questionam se o número de docentes efetivos atualmente disponível é suficiente para atender à formação dos alunos.

Alunos serão ouvidos

A próxima etapa da fiscalização deverá ocorrer já na próxima semana. O MP-MA informou que pretende realizar uma audiência para ouvir os estudantes e detalhar as dificuldades relatadas nas denúncias.

A partir dos depoimentos e das informações reunidas na inspeção, a Promotoria deverá definir quais providências serão adotadas.

Até o momento, a Uema não divulgou manifestação pública específica sobre o conteúdo das denúncias que motivaram a fiscalização.

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