O deputado federal Gildenemyr de Lima Sousa, o Pastor Gil (PL-MA), desistiu de tentar um terceiro mandato na Câmara dos Deputados. A renúncia à candidatura foi apresentada na segunda-feira (24) e homologada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) na terça-feira (25).
Pastor Gil alegou motivos de foro íntimo para deixar a disputa. O pedido foi acolhido pelo juiz Marcelo Elias Matos e Oka, relator do processo de registro da candidatura.
A decisão põe fim a uma candidatura que o parlamentar decidiu registrar mesmo depois de ser condenado por corrupção passiva e declarado inelegível pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 17 de março, a Primeira Turma do STF condenou Pastor Gil, por unanimidade, a 5 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 100 dias-multa. O julgamento tratou da cobrança de propina em troca da destinação de emendas parlamentares para São José de Ribamar.
No mesmo processo, o Supremo decretou a inelegibilidade dos condenados, a contar da condenação até oito anos após o cumprimento da pena. Pastor Gil também foi alcançado pela suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação.
Ainda assim, quase cinco meses depois do julgamento, o deputado apresentou à Justiça Eleitoral pedido de registro para concorrer novamente pelo PL nas eleições deste ano.
A candidatura chegou a constar no sistema da Justiça Eleitoral como “aguardando julgamento”. Com a renúncia homologada, Pastor Gil deixa a eleição antes de o TRE-MA decidir o mérito de seu pedido de registro.
