Condenado por corrupção e inelegível, Pastor Gil desiste de disputar a reeleição

COLUNA | DANIEL MORAES — 26/08/2026

O deputado federal Gildenemyr de Lima Sousa, o Pastor Gil (PL-MA), desistiu de tentar um terceiro mandato na Câmara dos Deputados. A renúncia à candidatura foi apresentada na segunda-feira (24) e homologada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) na terça-feira (25).

Pastor Gil alegou motivos de foro íntimo para deixar a disputa. O pedido foi acolhido pelo juiz Marcelo Elias Matos e Oka, relator do processo de registro da candidatura.

A decisão põe fim a uma candidatura que o parlamentar decidiu registrar mesmo depois de ser condenado por corrupção passiva e declarado inelegível pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 17 de março, a Primeira Turma do STF condenou Pastor Gil, por unanimidade, a 5 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 100 dias-multa. O julgamento tratou da cobrança de propina em troca da destinação de emendas parlamentares para São José de Ribamar.

No mesmo processo, o Supremo decretou a inelegibilidade dos condenados, a contar da condenação até oito anos após o cumprimento da pena. Pastor Gil também foi alcançado pela suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação.

Ainda assim, quase cinco meses depois do julgamento, o deputado apresentou à Justiça Eleitoral pedido de registro para concorrer novamente pelo PL nas eleições deste ano.

A candidatura chegou a constar no sistema da Justiça Eleitoral como “aguardando julgamento”. Com a renúncia homologada, Pastor Gil deixa a eleição antes de o TRE-MA decidir o mérito de seu pedido de registro.

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Sobre o autor

Daniel Moraes

Jornalista, fundador e editor-chefe do jornal digital O Observador Maranhense.

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