O presidente estadual do União Brasil, deputado federal Pedro Lucas Fernandes, barrou a indicação de Perla Amaral para a primeira suplência de André Fufuca (PP) ao Senado.
Esposa do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), Perla havia sido anunciada por Fufuca para integrar a chapa, mas dependia da autorização do União Brasil, partido ao qual é filiada. Sem o aval da legenda, a composição não avançou.
Fufuca entregou a vaga a Fernando Fialho (PSDB), sogro do deputado federal Juscelino Filho. A indicação fez parte do acordo que garantiu o apoio da Federação PSDB/Cidadania à candidatura do ex-ministro ao Senado.
Nos bastidores, o veto do União Brasil é interpretado como uma retaliação à mudança de lado de Rildo. Aliados do governador Carlos Brandão (MDB) classificam como traição a decisão do prefeito de romper com o grupo que teve participação decisiva em sua eleição para a Prefeitura de Imperatriz, em 2024.
Naquele segundo turno, Brandão apoiou Rildo, enquanto Eduardo Braide (PSD) pediu votos para Mariana Carvalho (Republicanos), adversária do atual prefeito e candidata identificada com o bolsonarismo.
Menos de dois anos depois, Rildo deixou a base governista e declarou apoio a Braide na disputa pelo governo do Maranhão. A mudança foi anunciada em 17 de julho, após semanas de especulações sobre o rompimento com Brandão.
A oferta da primeira suplência à esposa foi um dos pontos das negociações que antecederam a adesão. Duas semanas após o anúncio de Rildo, Fufuca apresentou Perla como integrante de sua chapa, mas a indicação acabou impedida pelo partido comandado por Pedro Lucas.
O episódio também reflete a divisão política dentro da Federação União Progressista. Fufuca apoia Braide, enquanto Pedro Lucas permanece no palanque de Orleans Brandão (MDB).
