Depois de romper com o Novo e perder espaço na disputa pelo Senado, Roberto Rocha deve ser confirmado como candidato ao governo do Maranhão pelo PRTB na convenção do partido, marcada para o dia 4 de agosto, em São Luís.
A mudança de rota ocorreu depois da crise aberta pela entrada de Lahésio Bonfim (Novo) na chapa de Eduardo Braide (PSD). Rocha vinha se movimentando inicialmente para disputar uma vaga no Senado pelo Novo, mas ficou sem espaço no desenho construído pela direção estadual da legenda.
Agora, a estratégia de Rocha será se apresentar como alternativa da direita no Maranhão. A candidatura ao governo também serviria para dar ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, um palanque estadual nas eleições de outubro.
“Se fosse fruto da minha vontade, eu seria candidato a senador, porque todo o Maranhão sabe disso. Mas qual seria meu candidato a governador? E o meu candidato a presidente? Por isso, a campanha fica comprometida. Não posso ser candidato a senador numa campanha avulsa, solteira; é muito arriscado”, disse em entrevista ao jornalista Marco D’Eça.
Rocha havia se filiado ao Novo em março. À época, era o nome do partido para o Senado na chapa de Lahésio, então pré-candidato ao governo do Maranhão.
O arranjo começou a ruir em junho, quando Lahésio anunciou, de forma repentina e pelas redes sociais, que desistia da disputa pelo governo e passaria a concorrer ao Senado. A decisão não passou por Rocha, que disse depois ter tomado conhecimento da mudança pela imprensa.
A situação se agravou quando Braide anunciou Lahésio como segundo nome da sua chapa ao Senado, ao lado de André Fufuca (PP). A direção estadual do Novo confirmou que vai compor com o ex-prefeito de São Luís, deixando Roberto Rocha fora do desenho eleitoral construído pela legenda no estado.
Para seguir na disputa, Rocha recorreu ao PRTB e conseguiu na Justiça o reconhecimento da filiação ao partido com data retroativa a 4 de abril, dentro do prazo legal para disputar as eleições de outubro.
