O senador Weverton Rocha (PDT), pré-candidato à reeleição, negou ter participado de qualquer articulação para impedir a candidatura do deputado federal Duarte Jr. (Avante) ao Senado.
A manifestação ocorreu após Duarte atribuir, nos bastidores, o veto do Avante à interferência de Weverton e do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil). O partido comunicou ao deputado que não lhe dará espaço para concorrer ao Senado.
Weverton afirmou que deseja a permanência de Duarte na disputa e defendeu a presença de mais candidatos nas eleições de outubro.
“Eu espero e desejo que ele seja candidato e, quanto mais candidatos, melhor para a democracia. Que vença quem tiver mais votos. Eu não o vejo como meu concorrente”, declarou.
O senador também disse que mantém uma relação próxima com Duarte e que tem buscado preservar a unidade entre os diferentes grupos que integram a base do governador Carlos Brandão (MDB).
Segundo Weverton, os dois conversaram pessoalmente mais de três vezes nos últimos dias, duas delas na casa do senador.
“O próprio pré-candidato Duarte sabe que, na equação do grupo do governador Brandão, ele faz parte do governo, tem cargos no governo e participa diretamente do governo. Nós temos trabalhado por esta união”, afirmou.
“Só nos últimos dias, conversei com Duarte presencialmente mais de três vezes. Duas delas na minha casa. Não tem por que nem ele nem ninguém criar esse tipo de comentário”, acrescentou.
Weverton afirmou ainda que não interfere nas decisões do Avante e que a definição sobre a candidatura cabe exclusivamente à direção da legenda.
“Até porque, no partido dele, quem manda é ele e seus dirigentes. Eu mando e comando o meu partido”, concluiu.
Duarte foi informado nos últimos dias de que o Avante não lhe dará legenda para disputar o Senado. Após o comunicado, classificou o veto como “um crime sem precedentes” e anunciou que pretende recorrer à Justiça e fazer reuniões em Brasília para tentar reverter a situação.
