O ex-presidente estadual do MDB, Marcus Brandão, pai de Orleans Brandão e irmão do governador Carlos Brandão, disse acreditar que o filho pode vencer a eleição para o governo do Maranhão ainda no primeiro turno. A declaração foi dada em entrevista ao Jornal dos Municípios, de Imperatriz.
Marcus afirmou estar “altamente animado” com a pré-campanha e disse que o cenário político teria ficado mais favorável após mudanças recentes na composição da chapa governista.
“Se fosse ao nível de hoje, eu estou muito mais tranquilo de ganhar no primeiro turno do que estava com Carlos Brandão em 2022. Porque hoje falta muito pouco para a gente chegar lá”, afirmou.
Durante a entrevista, Marcus disse que o grupo já tem um nome definido para o Senado: o senador Weverton Rocha. Segundo ele, a definição do vice deve ocorrer nos próximos dias.
“Hoje nós temos um senador definido, que é o senador Weverton. Acredito que essa semana definiremos o vice”, declarou.
Marcus também comentou a saída do deputado federal André Fufuca da chapa governista e afirmou que a mudança alterou o cenário político. Segundo ele, apesar das movimentações de adversários, Orleans estaria em crescimento.
“Como houve a saída do Fufuca da nossa chapa, hoje mudou o cenário totalmente”, disse. “Estão fazendo tudo. E o Orleans só subindo, só subindo, só subindo”, completou.
O ex-presidente do MDB afirmou ainda que houve tentativas de enfraquecer o grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão. Ele citou, entre os episódios, disputas envolvendo o PSB, o MDB e a movimentação do PT em torno da pré-candidatura de Felipe Camarão.
“Já tentaram afastar Brandão, já tentaram afastar Iracema. Já tomaram o PSB da gente. Tentaram tomar o MDB”, afirmou.
Sem citar nomes, Marcus falou em “alguém muito influente lá em cima” e mencionou pressões sobre partidos aliados ao grupo Brandão. A declaração foi interpretada como uma referência ao ex-governador do Maranhão e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino.
Marcus também disse que a maior parte do PT gostaria de estar no mesmo campo político do grupo Brandão, mas que a pré-candidatura de Felipe Camarão teria sido colocada na disputa para dificultar a eleição de Orleans.
“O Lula e a grande maioria do PT queriam estar junto conosco. Mas também botaram o Felipe para ver se atrapalhava”, declarou.
Levantamento do instituto IPPI, encomendado pelo podcast Café Quente, do ex-deputado e comunicador Rogério Cafeteira, mostra Eduardo Braide (PSD) na liderança da disputa pelo governo do Maranhão, com 41,1%. Orleans Brandão (MDB) aparece em segundo lugar, com 23,7%, seguido por Felipe Camarão (PT), com 6,1%. Lahésio Bonfim, que desistiu da disputa pelo governo e anunciou pré-candidatura ao Senado, aparece em quarto, com 5,5%. A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 13 de junho, ouviu 1.500 eleitores em 79 municípios, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
