O PT decidiu adiar a posse do diretório estadual eleito no Maranhão para evitar que o comando da legenda no estado fique sob controle de uma maioria ligada ao governador Carlos Brandão (MDB), grupo que resiste à candidatura própria do vice-governador Felipe Camarão ao Governo do Maranhão.
A direção escolhida pelos filiados no Processo de Eleição Direta (PED) é formada majoritariamente por petistas alinhados ao Palácio dos Leões. A posse desse grupo poderia transferir o comando formal do partido no estado para uma ala contrária à estratégia definida pela direção nacional.
O comando nacional do PT já decidiu lançar Felipe Camarão como pré-candidato ao governo estadual. Na prática, a manutenção do partido sob direção provisória preserva a condução política da candidatura antes do período das convenções.
A comissão provisória que dirigia o PT no Maranhão já teve a validade encerrada. O prazo havia sido prorrogado por mais 30 dias, mas venceu novamente sem que o diretório estadual eleito fosse empossado.
A expectativa é de que a comissão provisória seja renovada mais uma vez. Com isso, a direção nacional mantém o controle sobre as decisões do partido no estado em um momento de disputa entre a orientação nacional e a maioria escolhida pelos filiados maranhenses.
Nesta segunda-feira (1º), Edinho Silva, presidente nacional do partido, cumpre agenda em São Luís. Ele participa de um ato ligado à pré-candidatura de Felipe Camarão ao governo estadual.
Petistas alinhados ao governo Carlos Brandão cobram explicações sobre a demora na posse do diretório eleito e sobre a estratégia nacional para a candidatura de Camarão. Parte desse grupo já indicou que não pretende participar do ato do vice-governador nem atuar em sua campanha.
