A Polícia Civil do Maranhão pediu à Justiça medidas protetivas de urgência e mandado de busca e apreensão na casa do deputado federal Ribeiro Neto (Solidariedade), após denúncias feitas por sua esposa por supostos crimes de lesão corporal, ameaça, injúria e estupro de vulnerável.
O caso tramita no âmbito da Lei Maria da Penha e foi encaminhado à Justiça pela Delegacia Especial da Mulher de São Luís. O parlamentar nega as acusações e afirma que o episódio envolve uma disputa familiar decorrente de um processo de separação.
Segundo o relato apresentado à polícia, a esposa do deputado afirmou ter sido vítima de violência física, psicológica e patrimonial. Ela também declarou que, em um dos episódios narrados, teria sido levada a um motel e submetida a ato sexual sem consentimento, após ingestão forçada de bebida alcoólica.
A mulher também relatou ameaças com arma de fogo dentro da residência do casal, no bairro Chácara Itapiracó, em São Luís. De acordo com o depoimento, a ameaça teria ocorrido na presença da filha do casal.
Diante das denúncias, a delegada Amanda Lopes solicitou à Justiça mandado de busca e apreensão na casa do parlamentar, com o objetivo de localizar arma de fogo, munições e acessórios.
A Polícia Civil também pediu medidas protetivas de urgência, entre elas o afastamento imediato do deputado do lar, a proibição de contato com a vítima, familiares e testemunhas, a suspensão do porte e do direito de possuir arma de fogo, além da devolução de bens pessoais e aparelhos eletrônicos que teriam sido retidos.
A delegacia também solicitou a realização de exames complementares para apurar as agressões físicas e a violência sexual relatadas pela vítima.
Ribeiro Neto, por sua vez, procurou a polícia no domingo (17) para registrar boletim de ocorrência contra a esposa. O deputado afirmou ter sido agredido por ela e relatou ter sofrido mordidas e empurrões durante uma discussão no condomínio onde o casal morava.
O parlamentar também disse que a mulher deixou a casa afirmando que “iria sumir” com a filha do casal. Segundo ele, houve um acordo intermediado por um policial militar da família para a entrega da criança no dia seguinte, mas o combinado não teria sido cumprido.
Em nota divulgada no domingo, Ribeiro Neto negou “categoricamente” qualquer tipo de agressão física ou psicológica. O deputado classificou o caso como uma “questão familiar delicada” e afirmou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
“O deputado reafirma seu compromisso com a verdade, com a preservação da sua filha e com a condução respeitosa deste momento, evitando conflitos públicos e exposições desnecessárias”, diz trecho da nota.
