Justiça revoga prisão de Paulo Curió e outros investigados no caso Turilândia

Por O Observador Maranhense | 12/05/2026

A Justiça do Maranhão revogou a prisão preventiva do prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió, e de outros 14 investigados no processo que apura um esquema de corrupção no município. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (11) pela desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, relatora do caso na 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Com a decisão, as prisões foram substituídas por medidas cautelares. A magistrada considerou que houve mudança no cenário que justificava a manutenção da custódia, especialmente após o encerramento da fase investigatória, o oferecimento da denúncia e o avanço da intervenção estadual em Turilândia.

O Ministério Público do Maranhão também se manifestou favoravelmente à substituição das prisões por medidas cautelares para parte dos investigados. Segundo o órgão, a intervenção reduziu os riscos de interferência na administração municipal.

Além de Paulo Curió, tiveram a prisão preventiva revogada Wandson Jonath Barros, Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva, Janaína Soares Lima, Marlon de Jesus Arouche Serrão, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, Eustáquio Diego Fabiano Campos, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Gilmar Carlos Gomes Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes.

Apesar da revogação da prisão preventiva, os investigados continuarão submetidos a restrições determinadas pela Justiça. Entre elas estão recolhimento domiciliar integral com tornozeleira eletrônica, proibição de contato entre os denunciados, proibição de acesso à Prefeitura e à Câmara Municipal de Turilândia, proibição de contato com o poder público e proibição de participação político-partidária, inclusive nas redes sociais.

A desembargadora também manteve o afastamento de cargos públicos e a suspensão das atividades legislativas dos vereadores investigados.

O pedido de Eva Curió, primeira-dama do município, foi negado. Ela solicitava autorização para frequentar presencialmente aulas do curso de medicina enquanto cumpre prisão domiciliar, mas a Justiça entendeu que a saída frequente de casa seria incompatível com o regime imposto.

A ação penal investiga uma suposta organização criminosa responsável por fraudes em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, com prejuízos aos cofres públicos de Turilândia.

Relembre o caso

Deflagrada em dezembro de 2025, a Operação Tântalo II teve como objetivo apurar um esquema de desvio milionário de recursos públicos no município de Turilândia. A investigação é conduzida pelo Ministério Público do Maranhão, por meio do GAECO.

Segundo as apurações, o esquema teria funcionado entre 2021 e 2025, com atuação simultânea na Prefeitura e na Câmara Municipal, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 56 milhões, principalmente nas áreas da Saúde e da Assistência Social.

Na fase ostensiva da operação, foram presos o prefeito do município, a primeira-dama, a vice-prefeita, a ex-vice-prefeita, vereadores, empresários, servidores públicos e operadores financeiros apontados como integrantes da organização investigada.

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