PT define posição de Felipe Camarão na disputa estadual nesta semana

COLUNA | DANIEL MORAES — 20/04/2026

O vice-governador Felipe Camarão saberá, na próxima quinta-feira (23), se seguirá como pré-candidato ao governo do Maranhão ou se disputará outro cargo nas eleições de outubro.

A definição será tomada em Brasília, em reunião com a direção nacional do Partido dos Trabalhadores, convocada para definir a estratégia da sigla no Maranhão.

Camarão participa do encontro ao lado de dirigentes nacionais e da Comissão Provisória do PT no estado. A discussão envolve dois cenários: a manutenção da candidatura própria ao Palácio dos Leões ou a construção de uma aliança, com eventual reposicionamento do vice-governador na chapa.

A decisão depende da orientação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da leitura nacional sobre o cenário eleitoral no estado.

A definição do PT tende a reorganizar o tabuleiro local — seja pela entrada formal do partido na disputa majoritária, seja pela composição com outro grupo político.

Se depender de Camarão, PT fará acordo com Braide

Em um encontro com eleitores no dia 9 de abril, em uma hamburgueria da capital, Felipe Camarão afirmou que gostaria de construir um acordo político com o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ainda no primeiro turno das eleições.

“Eu, hoje, não tenho o ex-prefeito Eduardo Braide como inimigo, nem como adversário. Hoje, quem eu entendo que são adversários do Maranhão é o [governador Carlos Brandão] Brandão, pela questão nepotista, familista, oligárquica, coronelista, persecutória, e o Lahésio Bonfim, porque é bolsonarista de extrema-direita declarado. No mais, acho que a gente pode caminhar nesse sentido [de convergência com Braide]”, disse.

O vice-governador declarou que está disposto a disputar o Palácio dos Leões caso haja orientação do presidente Lula, mas ressaltou que vê com bons olhos um possível acordo com Braide. “Se eu tiver que cumprir essa missão, eu cumprirei com o maior orgulho, honradez, cabeça erguida e portas abertas, sabendo quem são nossos verdadeiros adversários”, disse. “Eu acho que a gente deveria, sim, abrir esse canal de diálogo. Acho que a gente deveria ver se nossas convergências são maiores do que as divergências e fazer um acordo logo no primeiro turno.”

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Sobre o autor

Daniel Moraes

Jornalista, fundador e editor-chefe do jornal digital O Observador Maranhense.

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