O governador Carlos Brandão (sem partido) voltou a indicar, nesta segunda-feira (2), durante a solenidade de abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, que deve permanecer no cargo até o fim do mandato e, com isso, abrir mão de uma candidatura ao Senado Federal. A decisão, afirmou, está sendo tomada para preservar o seu grupo político.
Brandão disse que tem mantido conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defende sua candidatura ao Senado, mas ponderou que “tudo indica” que deve permanecer no governo. Para o governador, o cenário político no Maranhão passou a ter peso determinante nessa definição.
Ao tratar da sucessão estadual, Brandão afirmou que, ao longo de 2025, ao menos 12 partidos manifestaram apoio ao nome do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão para a disputa pelo governo do Estado. Segundo ele, essas legendas mantiveram contato direto com Orleans e passaram a avaliá-lo como um nome viável para a sucessão.
O governador destacou ainda que a decisão não se apoia exclusivamente em articulações partidárias. Pesquisas internas, relatou, passaram a indicar bom desempenho eleitoral de Orleans, o que reforçou a tendência de permanência no cargo até o fim do mandato.
Brandão também observou que uma eventual renúncia abriria espaço para a posse do vice-governador Felipe Camarão (PT), pré-candidato ao governo, com quem está politicamente rompido. E acrescentou que o próprio vice já sinalizou que não deixará o governo.
Ao justificar sua posição, o governador afirmou que tem priorizado a preservação do grupo político, mesmo que isso implique abrir mão de um mandato eletivo. Na sua avaliação, a continuidade do atual projeto administrativo é um fator central nesse processo.
Para Brandão, Orleans acumulou conhecimento sobre o estado e sobre os programas do governo após três anos de atuação política em diferentes regiões do Maranhão, dialogando com prefeitos, parlamentares, entidades e movimentos sociais.
Com a decisão de permanecer no cargo até o fim do mandato, Brandão assume papel central na sucessão estadual e deverá atuar como principal cabo eleitoral do sobrinho Orleans.
