Uma cobradora demitida da empresa 1001 denunciou, durante audiência pública realizada nesta terça-feira (25) na Câmara Municipal de São Luís, que foi desligada sem receber qualquer direito trabalhista, após 17 anos de serviço. O relato expôs a dimensão humana da crise que levou à paralisação parcial do sistema de transporte da capital. (veja o vídeo abaixo).
A audiência tratou do 12º dia de mobilização dos rodoviários, iniciada após atrasos de salários, tíquetes alimentação e outras obrigações trabalhistas. O caso dos trabalhadores demitidos, porém, revelou uma situação ainda mais grave.
Demitida em 31 de outubro, a trabalhadora contou que, ao ser convocada no dia 10 de novembro para assinar a rescisão, encontrou apenas um documento para dar entrada no seguro-desemprego.
“Falaram que não tinham dinheiro para pagar nossa rescisão”, afirmou. Segundo ela, o grupo demitido acumula oito anos sem FGTS, quase cinco meses sem plano de saúde e segue sem receber o salário de outubro nem o tíquete alimentação.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou nesta terça que a prefeitura de São Luís repasse imediatamente o subsídio às empresas, que terão até 12 horas após o recebimento para quitar todos os débitos trabalhistas — incluindo salários, tíquetes e rescisões.
