O partido Novo oficializou a pré-candidatura de Lahésio Bonfim ao governo do estado neste sábado (22), no hotel Luzeiros, em São Luís, em evento que contou com a participação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e do presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro. As presenças, articuladas pelo presidente do Novo no Maranhão, Leonardo Arruda, buscam mostrar que a candidatura de Lahésio Bonfim não é só viável, mas uma prioridade da sigla em 2026.
Em entrevista ao Observador, Leonardo Arruda falou sobre a corrida eleitoral, alfinetou o governador Carlos Brandão (sem partido) e disse que Lahésio não é, necessariamente, um candidato bolsonarista ao governo do Maranhão.
Daniel Moraes – Como o Novo avalia a pré-candidatura de Lahésio Bonfim. Ela é viável?
Leonardo Arruda: A gente entende que é uma pré-candidatura extremamente viável, de um nome que já foi provado nas urnas, mostrou o seu valor, mostrou a sua competência e que, sem sombra de dúvidas, tem um potencial muito grande de elevar o nível do debate político do Maranhão, que está se resumindo somente à conta de vaqueiros, à conta de prefeitos, quantas lideranças cada candidato tem, mas o Maranhão fica no segundo plano. Eles ostentam um número gigante de pessoas que lideram cidades no interior do Maranhão e esquecem de, de fato, debater o nosso Estado. Expectativa lá em cima, com fé em Deus, conseguiremos trilhar uma longa jornada.
DM – Essa é uma referência ao governador Carlos Brandão?
LA: Diretamente a ele e ao Orleans [Brandão, secretário de Assuntos Municipalistas], que, até por coincidência, lançou a pré-candidatura dele depois que a gente anunciou o lançamento da nossa, e ele estava em Caxias, com bravatas, dizendo que tem 180 prefeitos ao lado dele, mas ele esquece que, em 2014, Edinho Lobão perdeu também uma eleição, tendo vários prefeitos ao lado dele. Ou seja, o povo quando quer, o povo quando cansa, ele vai à luta em busca de mudanças e eu acredito que o momento é agora.
DM – O que capacita Lahésio Bonfim a ser governador do Maranhão?
LA: Gestão comprovada, alguém que já mostrou que sabe fazer, mesmo não sendo, às vezes, o mais erudito gestor, mas gestão não é simplesmente pegar o microfone e sair falando números bonitos. Pelo contrário, gestão é escalar pessoas certas, dar autonomia para aquelas pessoas poderem trabalhar e não politizar; não politizar aqueles cargos técnicos que o Estado precisa para que funcione a saúde, funcione a infraestrutura e tantas outras áreas necessárias.
DM – A gente sabe que têm, no campo da direita, aqueles que disputam o espólio do Bolsonaro. Existe uma guerra para ver quem é mais bolsonarista, quem vai ficar com os votos dele. O Lahésio entra nessa briga? Ele sai como candidato do Bolsonaro nessa disputa?
LA: Bom, o Lahésio é um conservador, uma pessoa que nunca teve vergonha de assumir o seu lado político, sempre se declarou de direita e sem sobra de dúvidas tem uma aceitação muito grande no meio mais bolsonarista. Mas veja, a direita não é guiada tão somente por um CPF, a direita não tem um dono, a direita vota por convicção. E eu acredito que o Lahésio reúne todos os atributos necessários para atrair e despertar a atenção dessa direita tão querida aqui do nosso Estado.
