A vereadora Flávia Berthier (PL) criticou nesta segunda-feira (16), na tribuna da Câmara Municipal de São Luís, a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
Durante o discurso, Berthier afirmou que Hilton “não representa as mulheres” e disse que a presidência do colegiado deveria ser ocupada por uma “mulher biológica”.
“Jamais vai saber o que é ser mulher. Jamais vai saber o que é ter seios, útero, gerar um filho no próprio útero”, declarou.
A vereadora também classificou a deputada como “uma ativista que luta contra as mulheres” e afirmou que a escolha para o comando da comissão é “inconcebível”.
Ao criticar a parlamentar do PSOL, Berthier recorreu ainda ao lema “Ele não”, que marcou o movimento de mulheres surgido na campanha presidencial de 2018 contra a candidatura de Jair Bolsonaro.
“Erika Hilton não nos representa. Ele não. Ele não. Ele não”, afirmou a vereadora.
No discurso, Berthier também criticou o uso da expressão “pessoas que gestam”, utilizada em debates sobre linguagem inclusiva. Segundo ela, o termo representa uma tentativa de “tirar o lugar das mulheres”.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara elegeu Erika Hilton na última quarta-feira (11) para presidir o colegiado em 2026. A deputada recebeu 11 votos, com dez votos em branco, e substitui a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG). Em seu discurso de posse, Hilton destacou que é a primeira mulher trans a comandar a comissão e afirmou que pretende conduzir a gestão com diálogo e foco na defesa dos direitos das mulheres.
