O vereador Astro de Ogum (PCdoB) pretende reunir assinaturas para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar os contratos firmados pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult) de São Luís.
Com o Orçamento de 2026 ainda travado – a votação final só deve ocorrer na sessão desta quarta-feira (25) –, o parlamentar afirmou ter ficado “espantado” com a autorização judicial para abertura de R$ 22,2 milhões em créditos destinados à realização do Carnaval de 2026.
“O que me espantou foram os R$ 22 milhões, que em dez minutos praticamente foram despachados para a Cultura. A Cultura precisa? Precisa. O Carnaval teria que ser feito? Acho que sim. Mas tem que ver onde estão os erros e como esse dinheiro está sendo aplicado”, disse o vereador.
Astro afirmou que votará o Orçamento, mas defende a instalação da CPI para apurar a execução dos recursos da pasta ao longo dos últimos anos. Segundo ele, os valores destinados à Cultura são elevados e precisam ser analisados com maior rigor.
“Eu votarei o Orçamento, mas já proponho a CPI da Secretaria de Cultura. Porque são anos que vêm rolando esse dinheiro. É muito dinheiro na Secult. Entidades são abençoadas com milhões e milhões todos os anos com a Cultura”, disse.
O parlamentar também citou a necessidade de ouvir representantes da área cultural e entidades responsáveis pela organização das festividades, incluindo o Instituto Juju e Cacaia, que esteve no centro de controvérsia durante o Carnaval de 2024 — episódio que resultou na saída do então secretário Marcos Duailibe.
Para que a CPI seja instaurada na Câmara Municipal, são necessárias ao menos 11 assinaturas entre os 31 vereadores da Casa, conforme prevê o Regimento Interno.
