Turilândia: STJ barra habeas corpus e mantém prefeito e aliados presos

COLUNA | DANIEL MORAES — 19/02/2026

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de habeas corpus apresentado por investigados na Operação Tântalo e manteve as prisões do prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió, e de outros alvos da investigação que apura um esquema de desvio de recursos públicos no município.

A decisão foi proferida pelo ministro Sebastião Reis Júnior, que manteve integralmente as ordens de prisão decretadas em dezembro de 2025 pela desembargadora Graça Amorim, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

Com o indeferimento do pedido, seguem válidas todas as determinações judiciais impostas no curso da investigação. Parte dos investigados permanece em regime de prisão preventiva, enquanto outros cumprem prisão domiciliar.

O habeas corpus buscava a soltura de Paulo Curió, da primeira-dama Eva Curió, da vice-prefeita Tanya Carla, além de vereadores e outros investigados ligados ao caso.

A Operação Tântalo, conduzida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), apura a existência de uma organização criminosa instalada na Prefeitura e na Câmara Municipal de Turilândia. Segundo as investigações, o grupo teria operado entre 2021 e 2025, com prejuízo estimado em R$ 56 milhões aos cofres públicos.

De acordo com o MPMA, o esquema envolveria fraudes em licitações, contratos supostamente irregulares, uso de empresas de fachada e divisão de recursos entre agentes públicos e empresários. Os autos também apontam indícios de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Com a decisão do STJ, o processo segue tramitando nas instâncias estaduais, mantendo-se as prisões e demais medidas cautelares determinadas pelo Judiciário maranhense

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Sobre o autor

Daniel Moraes

Jornalista, fundador e editor-chefe do jornal digital O Observador Maranhense.

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