O PT sinalizou a dirigentes do partido no Maranhão que não deve apoiar uma candidatura do MDB ao governo do estado nas eleições de 2026. A avaliação foi feita pelo presidente nacional da legenda, Edinho Silva, com base em uma pesquisa qualitativa recente realizada pelo partido.
A posição foi apresentada durante reunião da direção nacional do PT, em Salvador, da qual participaram ao menos seis dirigentes petistas maranhenses, entre eles o deputado estadual Zé Inácio e a presidente da comissão provisória estadual do partido, Patrícia Carlos Maceira.
Edinho afirmou que os dados da pesquisa indicam que o nome defendido pelo MDB — o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão — não reúne as melhores condições políticas para receber o apoio do PT no estado.
Apesar disso, o dirigente deixou claro que o partido não rompeu o diálogo com o governador Carlos Brandão (sem partido). A orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo Edinho, é insistir na tentativa de construção de unidade no Maranhão.
De acordo com um dirigente petista presente à reunião, caberá ao governador decidir se mantém a candidatura de Orleans ou se opta por outro nome para tentar recompor o grupo aliado ao Planalto.
Ainda não há data definida para uma nova reunião entre Lula e Brandão. Na semana passada, o governador afirmou que aguardava alinhamento na agenda presidencial para ir a Brasília tratar do tema.
Nos bastidores, Edinho Silva chegou a sugerir ao governador uma alternativa para destravar o impasse: a construção de uma terceira via. O nome citado foi o do ministro do Esporte, André Fufuca (PP). A proposta, porém, foi rejeitada após consulta à base governista.
A possibilidade de troca do nome que representaria o grupo palaciano passou a ser discutida como saída para reduzir o racha no campo lulista no Maranhão. A hipótese envolve a retirada tanto da candidatura de Orleans Brandão quanto a do vice-governador Felipe Camarão (PT), abrindo espaço para um novo arranjo político.
Em agenda política em São João do Paraíso neste sábado (7), porém, o governador Carlos Brandão voltou a afirmar que permanecerá no cargo até o fim do mandato e que seguirá apoiando a candidatura de Orleans Brandão ao governo do estado. Na última quinta-feira (5), em entrevista ao Imirante, o secretário declarou que sua candidatura é “irreversível”.
