O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), garante que sua candidatura ao Palácio dos Leões não partiu de um desejo pessoal seu nem de seu tio, o governador Carlos Brandão (sem partido). Em entrevista à jornalista Carla Lima, do portal Imirante, o secretário afirmou que os partidos da base aliada convenceram o governador a lançá-lo à disputa.
“Essa candidatura veio do próprio grupo político. E é claro: avalizada pelo governador. A gente conversou muito. Teve muita paciência para chegar a esse ponto. Mas o nosso grupo colocou o meu nome”, disse Orleans. “O meu nome está muito bem pontuado nas pesquisas (…) e os partidos falaram a ele [Carlos Brandão] que eu seria o candidato. E o governador aceitou, até fazendo um sacrifício pessoal de não disputar o Senado. Ele escutou os partidos, entendeu o momento do grupo, entendeu que a gente precisa dar continuidade ao governo; e hoje a gente botou a minha candidatura na rua.”
Questionado sobre a existência de algum cenário que possa levá-lo a desistir da disputa, Orleans Brandão afirmou que enxerga sua candidatura como “irreversível”.
“Hoje eu não vejo esse cenário. Nós estamos muito convictos do projeto da minha candidatura. Nós tentamos várias vezes [resolver o impasse com o vice-governador Felipe Camarão e o grupo dinista], eu mesmo me coloquei como interlocutor para que o governador saísse para o Senado, mas não conseguimos. Então, a minha candidatura está posta”, disse o secretário. “O governador, é claro, vai falar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as outras vagas na chapa majoritária, mas a minha candidatura eu vejo hoje como irreversível (…), até porque o presidente Lula tem o entendimento de que o governador tem o direito de indicar um candidato.”
De acordo com levantamento do instituto Econométrica, divulgado em janeiro, Orleans Brandão aparece tecnicamente empatado com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), nas intenções de voto. No cenário espontâneo, Braide lidera com 21,9%, enquanto Orleans registra 20,7%. Já no cenário estimulado, o secretário surge à frente, com 33,9%, contra 32,2% do prefeito da capital.
