Antes de ser preso, prefeito de Turilândia planejava eleger a esposa deputada estadual

COLUNA | DANIEL MORAES — 22/01/2026

Um áudio enviado pelo prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), a secretários municipais após a primeira fase da Operação Tântalo, em fevereiro de 2025, revela a intenção de ampliar o projeto político do grupo para além do município, com foco na eleição da primeira-dama, Eva Curió, para uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA).

Na gravação, Paulo Curió afirma que o grupo político precisava “furar a bolha de Turilândia” e se tornar “destaque no Maranhão inteiro”, defendendo que o município tivesse representação em nível estadual.

“Quer dizer que ninguém pode se destacar na política do Maranhão? É só um grupo seleto que pode se destacar? Eu digo que não. Eu digo que sim. Que nós vamos furar essa bolha de Turilândia e ser destaque no Maranhão inteiro. Ter alguém do nosso município que nos represente a nível de estado”, afirma o prefeito no áudio enviado aos secretários.

À época, a primeira-dama já era citada como possível candidata do grupo político nas eleições deste ano. O conteúdo da gravação indica que o projeto eleitoral estava em construção mesmo diante do avanço das investigações sobre a gestão municipal.

Meses depois, com a deflagração da segunda fase da Operação Tântalo, o cenário mudou de forma radical. Paulo e Eva Curió foram presos e denunciados pelo MPMA. O prefeito é apontado como líder de uma organização criminosa responsável por um esquema de desvio de R$ 56,3 milhões dos cofres públicos.

Ouça o áudio

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Sobre o autor

Daniel Moraes

Jornalista, fundador e editor-chefe do jornal digital O Observador Maranhense.

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