A votação do Orçamento de 2026 da capital maranhense, prevista para esta sexta-feira (26), foi adiada para o dia 2 de janeiro após divergências sobre o conteúdo da proposta levarem ao esvaziamento da sessão e à falta de quórum na Câmara Municipal de São Luís.
O impasse teve início quando vereadores passaram a questionar inconsistências nos números apresentados no projeto encaminhado pela Prefeitura. Entre os parlamentares que levantaram críticas estavam Marquinhos e Astro de Ogum.
Durante a discussão em plenário, Astro de Ogum afirmou haver uma diferença superior a R$ 700 milhões no Orçamento e disse não enxergar clareza suficiente, no texto, sobre a origem e a destinação desses recursos. Diante disso, anunciou a intenção de pedir vista da matéria por 36 horas, para uma análise mais detalhada.
Estratégia para adiar a votação
Com a avaliação de que o pedido de vista não teria apoio suficiente para ser aprovado, parte dos vereadores optou por esvaziar a sessão. A manobra impediu a formação de quórum mínimo e, na prática, forçou o adiamento da votação do Orçamento.
Sem número suficiente de parlamentares em plenário, a Mesa Diretora foi obrigada a encerrar a sessão extraordinária antes da apreciação da matéria. A votação acabou remarcada para o primeiro dia útil de 2026.

Orçamento acima de R$ 6 bilhões
A proposta orçamentária para 2026 estima a receita e fixa a despesa do município de São Luís em R$ 6.031.163.583,55. A peça define as prioridades de gastos da administração municipal para o próximo exercício financeiro e é considerada a principal matéria do calendário legislativo da Câmara.
Execução provisória
Enquanto o Orçamento não for votado e sancionado, a Prefeitura permanece autorizada a executar apenas despesas essenciais e obrigatórias, como pagamento de pessoal, manutenção de serviços contínuos e compromissos constitucionais, conforme prevê a legislação.
