Vereadora afirma, sem apresentar provas, que calouros da UFMA são coagidos a beijar pessoas do mesmo sexo e usar drogas

COLUNA | DANIEL MORAES — 15/12/2025

A vereadora Flávia Berthier (PL) afirmou, na sessão desta segunda-feira (15) da Câmara Municipal de São Luís, sem apresentar provas, que calouros da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) estariam sendo obrigados a beijar pessoas do mesmo sexo e a fazer uso de drogas para “conseguir estudar”. (veja o vídeo abaixo)

Segundo a parlamentar, os novos alunos passariam por uma espécie de sabatina conduzida por grupos que ela chamou de “militontos”, como condição para se adequar ao ambiente universitário. Da tribuna, Berthier afirmou:

“É assim: chega um rapaz e esses militontos perguntam para ele assim, ó: ‘você já esteve com outro homem?’ Não. ‘Mas tem que ficar, porque tem que saber se tu gosta’. ‘Tu já usou droga?’ Não. ‘Mas tem que usar para saber se tu gosta’.”

Os que se recusam, de acordo com Flávia Berthier, são rotulados como “de direita” e “bolsonaristas” e passam a sofrer retaliações. “Ou eles se adequam ou eles não podem estudar”, declarou.

Flávia Berthier afirmou ainda que foi à UFMA para apurar a denúncia e que, durante a visita, ela e sete assessores teriam sido agredidos por estudantes, com empurrões, chutes e ofensas verbais.

Procurada pelo Observador, a assessoria da vereadora Flávia Berthier não respondeu se a parlamentar tem provas das acusações feitas na tribuna da Câmara.

A reportagem também entrou em contato com a assessoria de comunicação da UFMA, solicitando posicionamento sobre as declarações da vereadora, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. Esta matéria será atualizada caso alguma das partes se manifeste.

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Sobre o autor

Daniel Moraes

Jornalista, fundador e editor-chefe do jornal digital O Observador Maranhense.

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