Punido pelo Progressistas, André Fufuca abraça de vez a pré-campanha ao Senado

COLUNA | DANIEL MORAES — 02/12/2025

Punido pelo Progressistas (PP) em outubro por não entregar o cargo de ministro dos Esportes, mesmo depois de o partido anunciar que nenhum filiado poderia permanecer no governo Lula (PT), André Fufuca abraçou de vez a pré-campanha ao Senado e já não esconde de ninguém que pretende disputar uma das duas vagas que serão preenchidas em 2026.

Nesta segunda-feira (1º), Fufuca divulgou o resultado de uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, encomendada pela CNN Brasil, que o coloca em segundo lugar em um cenário estimulado no Maranhão.

De acordo com o levantamento, Fufuca aparece com 17% das intenções de voto, atrás apenas do senador Weverton Rocha (25%) e seguido por Lahésio Bonfim (15%), Eliziane Gama (10%), Roberto Rocha (10%), Pedro Lucas Fernandes (6%) e Hilton Gonçalo (2%). Nulos e brancos somam 7%, e 8% não souberam ou não responderam.

Nas redes sociais, o ministro escreveu que o resultado aponta “o avanço consistente do nosso trabalho e mostra que meu nome tem sido cada vez mais lembrado pelos maranhenses para o Senado.”

Em outubro, Fufuca foi afastado da vice-presidência do PP e perdeu o comando do diretório estadual do partido, que foi entregue à deputada federal Amanda Gentil, depois de desobedecer a uma determinação expressa da Executiva Nacional para que entregasse o cargo de ministro.

A gota d’água para Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional da sigla, foi a manifestação do maranhense no dia 6 de outubro, em evento que participou ao lado do presidente Lula. Na solenidade, Fufuca se disse arrependido de ter apoiado Bolsonaro em 2022 e garantiu que, em 2026, apesar das imposições do PP, estaria com Lula.

“O importante não é justificar o erro. O importante é evitar que ele se repita. Em 2022, eu cometi um erro [apoiando Jair Bolsonaro]. Mas, agora em 2026, pode ser que o meu corpo esteja amarrado, mas a minha alma, o meu coração e a minha força de vontade estarão livres para brigar e ajudar Luiz Inácio Lula da Silva a ser presidente do Brasil”, afirmou o ministro dos Esportes.

Para Fufuca, a visibilidade do ministério e a possibilidade de contar com o apoio de Lula em uma campanha ao Senado pesam mais do que preservar o poder de decisão que conquistou dentro do PP e do Centrão. Desde que foi afastado das decisões do partido, o ministro intensificou as manifestações de apoio ao presidente Lula em agendas públicas e nas redes sociais.

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Sobre o autor

Daniel Moraes

Jornalista, fundador e editor-chefe do jornal digital O Observador Maranhense.

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